Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Romanos 6 Estudo: Não Podemos Viver no Pecado

Em Romanos 6, Paulo apresenta os motivos de não podermos mais viver na prática do pecado. Quando passamos pelo batismo (Ver Estudo Sobre Batismos nas Águas) declaramos publicamente aos céus e a Terra que estamos mortos para o pecado e vivos para Deus.

Ou seja, antes éramos escravos do pecado e do Diabo. Agora somos escravos da justiça e vivemos para Deus. E por que isso acontece?

Deus é o nosso redentor. Quando Jesus na Cruz deu a vida dele para pagar a nossa dívida ele adquiriu direito legal sobre todos os que receberem o seu sacrifício.

Dessa forma, de agora em diante tudo o que temos, tudo o somos, ou tudo o que viermos a ser, pertence a ele (Ver Romanos 5 Estudo).

 

Esboço de Romanos 6:

Romanos 6.1 – 5: Não podemos viver no pecado

Romanos 6.6 – 11: Mortos para o pecado e vivos para Deus

Romanos 6.12 – 17: Escravos da justiça

Romanos 6.18 – 23: A colheita da justiça

 

A Prática do Pecado

É nítida a transição feita pelo autor, que junta esse discurso com o anterior: “Que diremos, pois? (v. 1). Que uso faremos dessa doutrina suave e consoladora? Praticaremos o mal para que venha o bem, como dizem alguns que fazemos? (capítulo. 3.8).

Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?

Devemos então nos encorajar a pecar com muito maior ousadia, porque quanto mais pecado cometermos, mais a graça de Deus será exaltada com o nosso perdão?

É assim que devemos usá-la?”. Não, isso é um insulto e o apóstolo se assusta ao pensar nisso (v.2): “De modo nenhum! Longe de nós pensarmos assim.”

Ele trata a objeção como Cristo fez com a pior tentação do diabo (Mateus 4.10): vai-te, Satanás”.

Aquelas opiniões que dão qualquer base para o pecado ou abrem a porta para a prática de imoralidades, mesmo que tenham a intenção de aumentar a graça, devem ser rejeitadas com a maior repugnância.

Pois a verdade como ela está em Jesus é uma verdade “…segundo a piedade” (Tito 1.1). O apóstolo é bastante completo ao impor a necessidade de santidade neste capítulo.

Ele pode ser reduzido a dois temas:

  1. As exortações que ele faz em relação à santidade, que mostram a sua natureza;
  2. E os motivos ou argumentos que ele usa para reforçá-las, que mostram a sua necessidade.

Podemos aqui observar a natureza da santificação, o que ela é e em que consiste. Em geral, ela compreende duas coisas: mortificação e vivificação.

Morrer para o pecado e viver para a justiça, expresso por despir-se do homem velho e vestir-se do novo, deixar de praticar o mal e aprender a fazer o bem.

A Mortificação…

Despir-se do homem velho; isso é expresso de várias formas. Nós não devemos mais viver no pecado (v. 2), não devemos ser como temos sido nem praticar o que temos praticado.

O tempo passado de nossa vida deve ser o suficiente (1 Pedro 4.3). Embora não haja ninguém que viva sem pecado, existem (louvado seja Deus!) aqueles que não vivem no pecado.

Não vivem nele como em seu hábitat, não fazem negócio com ele: isso é ser santificado. “…o corpo do pecado seja desfeito” (v.6).

A corrupção que habitou em nós é o corpo do pecado, composto de muitas partes e membros, como um corpo.

Essa é a raiz na qual o machado deve ser colocado. Nós não devemos apenas parar com os atos do pecado (isso pode ser feito pela influência de restrições externas, ou outras formas de indução), mas devemos enfraquecer e destruir as inclinações e os hábitos viciosos.

Não apenas tirar os ídolos do santuário, mas tirar do coração os ídolos da iniquidade, “…afim de que não sirvamos mais ao pecado”.

A transgressão efetiva certamente é evitada em grande medida pela crucificação e morte da corrupção original.

Destrua o corpo do pecado e, então, embora restem cananeus na terra, os israelitas não serão escravos deles.

E o corpo do pecado que tem o cetro, que usa a vara de ferro; destrua-o e o jugo será quebrado. Israel oprimido é liberto dos moabitas com a destruição do tirano Eglom.

Nós devemos estar “…mortos para o pecado” (v. 11). Se a morte do opressor significa uma libertação, tanto mais é a morte do oprimido (Jó 3.17,18).

A morte traz um documento de consolo para o cansado.

Assim, nós devemos estar mortos para o pecado; devemos obedecê-lo, observá-lo, considerá-lo, cumprir a sua vontade não mais do que aquele que está morto faz em relação a seu antigo capataz.

Sermos tão indiferentes aos prazeres e deleites do pecado quanto um homem que está morto é para com suas diversões anteriores.

Aquele que está morto está separado de seus companheiros, convivência, negócios, prazeres, ocupações anteriores, não é o que ele era, não faz o que fazia, não tem o que tinha.

A morte provoca uma mudança poderosa; tal mudança de fato a santificação causa na alma, cortando toda correspondência com o pecado.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes…” (v. 12). Embora o pecado fique como um fora da lei, embora ele oprima como um tirano, contudo, não deixemos que ele reine como um rei. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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1 Comentário

  1. Tiago Malta disse:

    Muito bom….glória a Deus!

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