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Romanos 7 Estudo: A Lei e o Pecado

Em Romanos 7, Paulo continua apresentando os motivos pelos quais estamos mortos para o pecado. Ele apresenta o argumento de que a Lei só é válida para quem está vivo. De fato!

Estando mortos para o pecado e vivos em Jesus Cristo a Lei não têm poder algum sobre nós. Agora vivemos pelo regimento da Lei do Espírito Santo por meio da Palavra de Deus.

De toda forma, há uma guerra em nosso ser: “Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros.” (Romanos 7.21 – 23).

Apenas Jesus tem poder e autoridade suficientes para nos fortalecer e conceder vitória nessa árdua batalha (Ver Romanos 6 Estudo).

 

Esboço de Romanos 7:

Romanos 7.1 – 4: Mortos para a Lei

Romanos 7.5 – 11: A Lei e o pecado

Romanos 7.12 – 25: O prazer na Lei de Deus e a força do pecado

 

Conflito Interior

Aqui está uma descrição do conflito que ocorre no coração entre a graça e a corrupção, entre a lei de Deus e a lei do pecado.

E é aplicável de duas formas:

  1. Aos conflitos que estão na alma convencida, mas ainda não-regenerada, em nome de quem, alguns supõem, Paulo fala.
  2. Aos conflitos que existem em uma alma santificada e renovada, mas que ainda está em um estado de imperfeição, como outros compreendem.

E há uma grande controvérsia sobre qual dessas duas posições devemos atribuir, aqui, ao apóstolo.

Tanto o mal prevalece aqui, quando ele fala de alguém vendido sob o pecado, praticando-o, não realizando o que é bom, que parece difícil aplicá-la aos regenerados, de quem se fala que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Porém, tanto o bem vigora odiando o pecado, concordando com a lei, deleitando-se nela, servindo à lei de Deus com a mente, que é mais difícil aplicá-la aos não-regenerados, que estão mortos em transgressões e pecados.

Aplique-a aos conflitos sentidos numa alma convencida, que ainda está em um estado de pecado, que conhece a vontade de seu Senhor, mas não a pratica.

Aprova as coisas que são mais excelentes, sendo instruída na lei, e que ainda vive quebrando-a todo o tempo (capítulo 2.17-23).

Embora ele tenha isso dentro de si que testemunha contra o pecado que comete (e não é sem muita relutância que ele o comete), as faculdades superiores lutando contra o pecado, a consciência natural o advertindo contra ele antes de ser cometido e o acusando depois, ainda assim, o homem continua escravo de suas concupiscências que nele reinam.

Não é assim com todo homem não-regenerado, mas apenas com aqueles que estão convencidos pela lei, mas não modificados pelo evangelho. O apóstolo tinha dito (cap. 6.14):

“…porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça”

Para a prova do que ele mostra aqui que um homem sob a lei, e não sob a graça, pode estar, e está, sob o domínio do pecado.

Que a lei pode revelar o pecado, e convencer do pecado, mas que ela não pode vencer e subjugar o pecado, testemunha a predominância do pecado em muitos que estão sob condenações legais muito fortes.

Ela evidencia a contaminação, mas não a limpa. Ela torna um homem cansado e sobrecarregado (Mateus 11.28), o sobrecarrega com o seu pecado.

E ainda, caso tenha se motivado, a lei não apresenta nenhuma ajuda para remover o fardo; isso ocorre somente em Cristo.

A lei pode fazer um homem clamar: “Miserável homem que sou! Quem me livrará?”

E, mesmo assim, deixá-lo acorrentado e cativo, sendo fraca para libertá-lo (capitulo 8.3), e dar a ele um espírito de escravidão para estar em temor (capítulo 8.15).

Então, uma alma desenvolvida até aqui pela lei, tem boas perspectivas de alcançar a liberdade através de Cristo, embora muitas parem aqui e não sigam adiante.

Félix tremeu, mas jamais veio a Cristo. É possível que um homem vá para o inferno com os olhos abertos (Números 24.3,4).

Iluminados com convicções gerais, e carregue consigo uma consciência que se acusa, até no serviço ao diabo.

Ele pode consentir “…com a lei, que é boa”, deleitar-se em conhecer os caminhos de Deus (como eles, Isaías 58.2), pode ter aquilo dentro de si que testemunha contra o pecado e pela santidade, e ainda assim ter tudo isso dominado pelo amor prevalecente ao pecado.

Os alcoólatras e as pessoas escravas do erro, têm um débil desejo de abandonar seus pecados e mesmo assim persistem neles, tal é a impotência e a insuficiência de suas convicções.

Parece melhor compreender essa descrição como os conflitos que existem entre a graça e a corrupção na alma Santificada.

Que existem remanescentes da corrupção que habitava nela, até mesmo onde há um princípio vivo da graça, é controvérsia resolvida.  (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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