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Romanos 8 Estudo: Não Há Condenação em Jesus

Romanos Em Romanos 8, Paulo está prestes a concluir o seu argumento acerca da lei e do pecado e as gloriosas vantagens de estar ligado à Cristo.

Ele nos mostra de que em Jesus, nenhuma condenação há. A Lei não possui essa capacidade porque está enfraquecida pelo pecado.

Refeitos em Jesus e guiados pelo Espírito Santo, agora a nossa forma de pensar foi renovada. A nossa mente está voltada para as coisas do Espírito, que nos conduz à vida e a paz.

Como filhos de Deus temos a confiança de que nenhuma condenação há para os que creem e que nada poderá nos separar desse amor, não importa quão árduo sejam os sofrimentos presentes a glória futura é muito superior.

Em Jesus nós somos mais que vencedores! (Ver Romanos 7 Estudo).

 

Esboço de Romanos 8:

Romanos 8.1 – 4: Nenhuma condenação em Jesus Cristo

Romanos 8.5 – 9: A mentalidade da carne e a mentalidade do Espírito

Romanos 8.10 – 17: Filhos de Deus

Romanos 8.18 – 23: O sofrimento do presente e a glória futura

Romanos 8.24 – 28: A esperança e a atuação do Espírito Santo

Romanos 8.29 – 32: Predestinados à semelhança do Filho

Romanos 8.33 – 36: Quem nos separará de Jesus Cristo?

Romanos 8.37 – 39: Mais que vencedores

 

Consolo Para o Povo de Deus

Após explicar integralmente a doutrina da justificação e enfatizar a necessidade de santificação, o apóstolo incumbe-se, nesse capítulo, de consolar o povo do Senhor.

Os ministros são os que auxiliam no júbilo dos santos. “Consolai, consolai o meu povo”, essa é a nossa tarefa (Isaías 40.1). A vontade de Deus é que seu povo seja consolado.

E nós temos aqui um tal esboço da carta régia do evangelho, uma tal exposição dos inexprimíveis privilégios, fartura de motivos para a alegria e a paz na fé, que por todas essas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, possamos ter forte consolação.

Muitos membros do povo de Deus têm, assim, encontrado nesse capítulo uma fonte de consolo para as suas almas, vivendo e morrendo, e têm se nutrido nesses seios da consolação, e com alegria tiraram água desses poços da salvação.

Há três coisas nesse capítulo:

  1. Os exemplos particulares dos privilégios dos cristãos (w. 1-28).
  2. A sua base na predestinação (w. 29,30).
  3. O triunfo do apóstolo aqui, em nome de todos os santos (w. 31-39).

Os Privilégios dos Crentes w. 1-9

Aqui o apóstolo começa falando de um notável privilégio dos verdadeiros cristãos e descreve o caráter daqueles a quem ele pertence:

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (v. 1).

Esse é o seu triunfo depois daquela queixa melancólica e do conflito do capítulo anterior – o pecado remanescente, perturbador, incômodo, mas, graças a Deus, não destrutivo.

Ele toma o lamento para si mesmo, mas transfere humildemente o consolo que tem em si mesmo a todos os verdadeiros crentes que estão interessados nele.

E o inexprimível privilégio e consolo de todos aqueles que estão em Cristo Jesus que agora não há nenhuma condenação para eles.

Ele não diz: “Não há nenhuma acusação contra eles”, pois ela existe; mas a acusação está eliminada, e a denúncia, anulada. Ele não diz:

“Não há nada neles que mereça condenação”, pois há sim, e eles sabem, o reconhecem, lamentam e se condenam a si mesmos por causa disso.

Mas isso não será a sua ruína. Ele não diz: “Não há nenhuma cruz, nenhuma aflição para eles ou nenhum desprazer na aflição”, pois isso pode haver; mas “…nenhuma condenação há…”.

Eles podem ser castigados pelo Senhor, mas não condenados com o mundo. Ora, isso acontece por estarem em Cristo Jesus; por virtude da união que eles têm com Ele através da fé estão assim seguros.

Eles estão em Cristo Jesus, como na cidade de refúgio deles, e protegidos, assim, do vingador de sangue. Ele é o seu advogado e os ajuda a se livrarem da condenação.

Por essa razão, nenhuma condenação há, porque eles se beneficiam da reparação que Cristo, mediante a sua morte, realizou para a lei. Em Cristo, Deus não apenas não os condena, mas se agrada deles (Mateus 17.5).

E a marca indubitável de todos aqueles que estão assim em Cristo Jesus, quanto a estarem livres da condenação, que eles “…não andam segundo a carne, mas segundo o espírito”.

A Importância do Testemunho

Observe: A marca é dada a partir do seu caminhar, não de qualquer ato particular, mas de seu curso e caminho.

E a grande pergunta é: Qual é o princípio do caminhar, a carne ou o espírito, a velha natureza ou a nova, a corrupção ou a graça?

Com quais desses nos preocupamos, para quais fazemos provisão, por quais nós somos governados, de quais tomamos partido?

Ele ilustra essa grande verdade, assim afirmada, X nos versículos seguintes; e mostra como obtemos esse grande privilégio e como podemos corresponder a esse papel.

O Privilégio da Justificação

Como obtemos esses privilégios? O privilégio da justificação, de que nenhuma condenação há para nós?

O privilégio da santificação, que nós caminhamos segundo o espírito e não segundo a carne, que tanto é nosso privilégio como nosso dever?

A lei não podia fazer isso (v. 3). Ela não podia nem justificar nem santificar, nem nos livrar da culpa nem do poder do pecado, pois não tinha as promessas do perdão nem da graça.

A lei não fazia nada perfeito: ela “…estava enferma…”. A lei fez algumas tentativas de alcançar esses fins abençoados, mas infelizmente ela foi fraca, não pôde realizá-los.

Contudo, a fraqueza não se deu por qualquer defeito na lei, mas pela carne, pela corrupção da natureza humana, pela qual nos tornamos incapazes de ser justificados ou santificados pela lei.

Havíamos nos tornado incapazes de guardar a lei e, em caso de erro, a lei, como uma aliança baseada em obras, não podia fazer nada, e dessa forma, nos abandonou da maneira que nos encontrou.

Ou compreenda isso da lei cerimonial, que era um emplastro que não era largo o suficiente para a ferida. Ela jamais eliminaria o pecado (Hebreus 10.4).

“…a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus”, pode fazê-lo (v. 2).

A aliança da graça feita conosco em Cristo é um tesouro de mérito e graça, e dela recebemos perdão e uma nova natureza.

Somos livres “…da lei do pecado e da morte”, isto é, da culpa e do poder do pecado, do curso da lei e do domínio da carne.

Nós estamos sob outra aliança, outro Senhor, outro marido, sob a lei do Espírito, a lei que concede o Espírito, vida espiritual para nos capacitar para a vida eterna.

O fundamento dessa liberdade está colocado no fato de Cristo ter se comprometido por nós, do que ele fala: “Deus, enviando o seu Filho…” (v. 3).

Observe: Quando a lei falhou, Deus providenciou outro método. Cristo vem fazer aquilo que a lei não conseguia.

Moisés levou os filhos de Israel até a fronteira de Canaã e, então, morreu, deixando-os ali, mas Josué fez o que Moisés não pôde, e fez com que eles possuíssem Canaã.

Cristo e a Lei

Desse modo, Cristo fez o que a lei não podia. Nós temos a melhor exposição desse versículo em Hebreus 10.1-10.

Para esclarecer o sentido das palavras, que é um pouco complexo em nossa tradução, podemos lê-las assim, com uma pequena mudança:

“Deus, enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne pecaminosa, e um sacrifício pelo pecado, condenou o pecado na carne, o que a lei não podia fazer, visto como estava fraca por causa da carne…” (v. 4).

Observe: Como Cristo apareceu: “…em semelhança da carne do pecado…”. Não pecador, pois Ele era santo, inocente, imaculado; mas em semelhança daquela carne que era pecadora.

Ele assumiu aquela natureza que era corrupta, embora perfeitamente separado da corrupção dela.

O fato de ter sido circuncidado, resgatado, batizado com o batismo de João, indica a semelhança da carne pecaminosa.

As picadas das serpentes ardentes foram curadas por uma serpente de metal que tinha a forma das serpentes que os mordiam, ainda que não tivesse o veneno.

Foi uma grande condescendência que Ele, que era Deus, fosse feito em semelhança da carne, mas muito maior ainda foi que Ele, que era santo, fosse feito em semelhança da carne pecaminosa. E “…pelo pecado…” .

Assim, Cristo foi um sacrifício; Ele foi enviado para isso (Hebreus 9.26).

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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