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Romanos 9 Estudo: A Palavra de Deus Não Falhou

Em Romanos 9, Paulo abre o seu coração e revela a sua tristeza em relação aos israelitas. A incredulidade deles em relação a Jesus Cristo os mantém longe do Deus vivo e das suas promessas.

Logo a promessa feita a Abraão é questionada. Será que ela falhou?

Paulo responde que não, porque a promessa é feita a judeus e gentios. Isso é parte da escolha e da soberania de Deus que não pode ser questionada, afinal Ele é o Senhor.

Dessa maneira achegar-se a Deus é algo que só pode ser alcançado pela fé. E isto está a disposição de judeus e gentios, não mais pela Lei (Ver Romanos 8 Estudo).

 

Esboço de Romanos 9:

Romanos 9.1 – 5: A tristeza de Paulo pelos israelitas

Romanos 9.6 – 13: A Palavra de Deus não falhou

Romanos 9.14 – 18: Deus não é injusto

Romanos 9.19 – 24: A vontade e o propósito de Deus

Romanos 9.25 – 29: O povo de Deus

Romanos 9.30 – 33: Gentios e judeus

 

A Soberania de Deus

O apóstolo, após ter afirmado o verdadeiro significado da promessa, vem aqui manter e provar a absoluta soberania que Deus tem de dispor dos homens no que toca ao seu estado eterno.

E nisso Deus deve ser considerado, não como um dirigente e governador, que distribui recompensas e punições de acordo com as suas leis e alianças reveladas, mas como um dono e benfeitor, que dá aos homens uma tal graça e favor como Ele determinou em e pela sua vontade e conselho secretos e eternos.

Tanto o favor de ser membro da igreja visível e ter seus privilégios, que é concedido a alguns e negado a outros, quanto o favor da graça efetiva, que é concedido a algumas pessoas e negado a outras.

Agora, ele procura responder a duas objeções nesta parte de seu discurso. I Poderia ser objetado: “…há injustiça da parte de Deus?”

Se Deus, ao lidar com os homens, faz assim, de uma forma arbitrária, escolhendo uns e rejeitando outros, não se pode suspeitar de que haja injustiça da parte dele?

O apóstolo espanta-se com esse pensamento: “De maneira nenhuma!” Longe de nós pensarmos tal coisa; não faria justiça o juiz de toda a terra? (Gênesis 18.25; Romanos 3.5,6).

Ele nega as consequências e prova a negação.

Em relação àqueles a quem Ele mostra misericórdia (w. 15,16). Ele cita aquele texto da Escritura para mostrar a soberania de Deus ao conceder seus favores:

“Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia” (Ex 33.19). Todos os motivos que Deus tem para ter misericórdia vêm dele mesmo.

Como essas grandes palavras: “Eu sou o que sou” (Ex 3.14) expressam fartamente a absoluta independência de seu ser, da mesma forma estas outras: “…terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia” expressam plenamente a absoluta prerrogativa e soberania de sua vontade.

Para vindicar a justiça de Deus, ao mostrar misericórdia àqueles que Ele quer mostrar, o apóstolo apela para aquilo que Deus mesmo falou, em que Ele reivindica essa liberdade e esse poder soberanos.

Deus é um juiz competente, até em sua própria causa. Qualquer coisa que Ele faça, ou esteja determinado a fazer, mostra-se justo, tanto de um lado quanto de outro.

Ele é o Senhor, por isso diz: “Compadecer-me-ei de quem me compadecer… Quando Eu começo, vou até o fim”.

Por essa razão, a misericórdia de Deus dura para sempre, porque o motivo dela está em seu próprio ser; por isso, o seu dom e chamado são sem arrependimento.

Disso ele infere: “…não depende do que quer” (v. 16).

Qualquer que seja o bem que venha de Deus para o homem, a sua glória não deve ser atribuída aos desejos mais generosos do homem, nem aos seus esforços mais diligentes, mas apenas e puramente à livre graça e misericórdia de Deus.

No caso de Jacó, “…não dependeu do que quer, nem do que corre”, não dependeu da vontade determinada e do desejo de Rebeca que Jacó recebesse a bênção.

Não foi a rapidez de Jacó para obtê-la (pois ele foi levado a esforçar-se por ela) que conseguiu para ele a bênção, mas somente a misericórdia e a graça de Deus.

Naquilo em que o povo santo de Deus difere dos outros povos, é Deus e sua graça que o faz diferente.

Aplicando essa regra geral ao caso particular que Paulo tem diante de si, o motivo pelo qual os gentios sem méritos e indignos e que merecem só o mal são chamados e enxertados na igreja.

Enquanto que a maior parte dos judeus é deixada de lado para perecer na incredulidade, não é porque aqueles gentios fossem mais merecedores ou mais propensos a receber tal favor, mas por causa da livre graça de Deus que fez aquela diferença.

O Caso dos Gentios

Os gentios nem a quiseram nem se esforçaram por ela, pois eles “…estavam assentados em trevas” (Mateus 4.16).

Nas trevas, por isso não desejavam o que eles não conheciam; assentados nas trevas, uma postura satisfeita, portanto não estavam correndo para encontrá-la, mas que foi frustrada por essas inestimáveis bênçãos de bondade.

Tal é o método da graça de Deus em relação a todos os que dela participam, pois Ele foi achado por aqueles que não o buscavam (Isaías 65.1).

Nessa graça proveniente e eficaz, e que distingue, Ele atua como um benfeitor, cuja graça lhe é própria.

Nossos olhos, portanto, não devem ser maus porque os dele são bons; mas por toda a graça que nós ou outros recebemos, Ele deve ser glorificado: “Não a nós” (Salmos 115.1).

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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