Salmos - Bíblia de Estudo Online

No Salmos 116, o Salmista oferece a Deus uma bela oração de gratidão. O Senhor lhe concedeu muitos livramentos, sua vida teria sido tirada caso não houvesse intervenção.

A gratidão do salmista é tão forte que ele diz: “Eu amo o Senhor!”. É exatamente esse sentimento que deve ser gerado em nosso coração ao ver os milagres que o Senhor Deus tem operado em nossas vidas.

Já passado o período da aflição, o Salmista agora acalenta sua alma: “Retorne ao seu descanso, ó minha alma, porque o Senhor tem sido bom para você!”. (v.v 7)

Devemos nos lembrar das lutas e dores que enfrentamos, sob a perspectiva do agir de Deus. São muitas e grandes as lutas que enfrentamos, mas o Senhor tem nos livrado.

É por crer dessa forma que o Salmista diz: “Eu cri, ainda que tenha dito: Estou muito aflito” (v.v 10). No momento da aflição, nós podemos escolher qual será a nossa postura.

Mesmo passando pela aflição o Salmista permanece crendo. Muitas pessoas quando passam pela aflição esquecem a fé. Um bom exemplo disso é o povo de Israel no deserto, após a saída do Egito.

O Salmos 116 encerra com uma expressão muito famosa, no meio do povo de Deus: “Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo? Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor” (v.v 12,13).

A única maneira de demonstrar a Deus que somos realmente gratos por seu agir em nossas vidas, é “tomando o cálice da salvação”, isto é: recebendo o Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas e confessando-o publicamente.

Ou seja, guardar e amar a Palavra de Deus são a melhor maneira de mostrar ao Senhor o quanto você é grato por tudo o que Ele tem feito em sua vida.

Esboço de Salmos 116:

116.1 – 4: Livra-me, Senhor!

116.5 – 11: Retorne ao seu descanso

116.12 – 19: O cálice da salvação

 

O Deus Que Ouve a Oração

Davi experimentou a bondade de Deus para com ele em resposta a sua oração: “ele ouviu a minha voz e a minha súplica”. Davi, em precisão, implorou humilde e fervorosamente pela misericórdia de Deus, e o Senhor ouviu-o, ou seja, aceitou graciosamente sua oração, tomou conhecimento de seu caso e garantiu-lhe uma resposta de paz.

O Salmista diz: “Ele inclinou para mim, os seus ouvidos”. Isso sugere a prontidão e disposição dele em ouvir a oração, Ele deitou seu ouvido, por assim dizer, na boca da oração a fim de ouvi-la, embora ela possa ser sussurrada em gemidos inexprimíveis. Ele escutou e ouviu (Jr 8.6).

Contudo, isso também sugere que é uma maravilhosa condescendência de Deus ouvir a oração; é o inclinar de seu ouvido. Senhor, que é o homem para que Deus deva se inclinar para ele!

Ele decidiu, em consideração a isso, devotar-se totalmente a Deus e à honra dele. Ele amará melhor a Deus. Ele inicia o salmo um tanto abruptamente com uma confissão do que abunda em seu coração: amo ao Senhor (como SI 18.1).

E ele começa apropriadamente com essa declaração, em submissão ao primeiro e grande mandamento e com o objetivo de Deus em todos os dons de sua generosidade conosco. “Amo só ao Senhor e a nada além dele, esse é o amor que sinto por Ele.” O amor de compaixão de Deus por nós exige justamente nosso amor de complacência nele.

Chegarei Mais Perto

Com isso, ele amará ainda mais a oração: portanto, invocá-lo-ei.

As experiências que vivenciamos da bondade de Deus conosco em resposta à oração são grandes encorajamentos para continuarmos a orar; mesmo sem merecer, somos ajudados.

Deus responde à oração para nos fazer amá-la e espera isso de nós em troca de seu favor. Por que deveríamos colher em outro campo se somos tão bem tratados nesse?

Além disso, “invocá-lo-ei enquanto viver” (heb., em meus dias), significa: todos os dias, até o último dia de minha vida. Note que, enquanto vivermos, temos de continuar a orar. Essa aspiração devemos aspirar até nosso último suspiro, porque, nesse momento, partiremos desta vida e, até lá, temos motivos contínuos para orar.

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