Salmos - Bíblia de Estudo Online

A maioria dos estudiosos consideram o Salmos 22, mais profético do que uma experiência traumática vivida por Davi. Este argumento é reforçado por vários versos que dão riquezas de detalhes sobre a crucificação de Jesus.

Em forma de pecado –  O Salmo começa com as palavras que o Cristo utilizou na Cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (v. 1; Mateus 27:46).

Ao assumir o nosso lugar na posição de pecado, Jesus perdeu o elo que tinha com Deus, desde a eternidade. A dor da separação e distância de Deus, o fizeram dizer isso.

A zombaria – nos versos de 7 a 13, o salmista descreve um cenário onde as pessoas zombam dele com suas palavras e cm gestos corporais. Além disso, vendo-o em aflição e reconhecendo sua confiança em Deus, questionam sua fidelidade.

A descrição de Mateus 27:39-43 é praticamente idêntica. As pessoas que viam Jesus na cruz, zombavam dele, balançando a cabeça, com insultos e repetem as palavras do Salmista: “Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora” (Mateus 27:43).

O tipo de morte – o verso 14 é uma referência muita parecida com o que acontece quando o soldado romano perfura o lado do corpo de Jesus para ver se está morto.

João 19:34 nos diz que quando ele fez isso, saiu água e sangue do ferimento. Significando que o coração de Jesus “explodiu” dentro dele.

A sede – o salmista diz que a língua se apegou ao seu paladar, sobre isso, durante a crucificação Jesus diz que está com sede, e lhe é dada uma esponja com uma bebida anestésica da época, mas ao sentir o gosto, o Senhor recusa.

Mãos e pés transpassados – no verso 16, o salmista diz que seus pés e mãos foram transpassados, o que dificilmente aconteceu ao rei Davi. Esta é uma das descrições mais contundentes quanto ao fato de ele estar falando profeticamente sobre Jesus.

Em Mateus 27:35 vemos que Jesus foi crucificado e teve suas mãos e pés furados pelos cravos. Enquanto isso, os soldados romanos o rodeavam e zombavam dEle.

 Vestes repartidas – no verso 18 o salmista diz que suas vestes foram repartidas, que lançaram sorte sobre elas. Exatamente o que acontece com as roupas de Jesus.

Em João 19:23,24 vemos a descrição perfeita do que os soldados romanos fizeram com as roupas de Jesus, repartiram elas entre si e sobre elas lançaram sorte.

A parte final do Salmos 22, especialmente a partir do verso 22, são palavras proféticas relacionadas ao triunfo de Jesus após a morte. Tendo ressuscitado ao terceiro dia, Ele recebeu de Deus o Nome que está sobre todo nome, e se tornou o Senhor de tudo o que está nos céus e na Terra.

Por fim, o Salmos 22 é uma das mais profundas evidências de que Jesus é o Messias enviado por Deus.

Esboço de Salmos 22:

22.1 – 8: Os sofrimentos proféticos do Messias

22.9 – 13: A fragilidade do Messias

22.14 – 18: A morte do Messias

22.19 – 31: Pedido de socorro

 

Salmos 22.1 – 8: Os sofrimentos proféticos do Messias

1 Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia?

2 Meu Deus! Eu clamo de dia, mas não respondes; de noite, e não recebo alívio!

3 Tu, porém, és o Santo, és rei, és o louvor de Israel.

4 Em ti os nossos antepassados puseram a sua confiança; confiaram, e os livraste.

5 Clamaram a ti, e foram libertos; em ti confiaram, e não se decepcionaram.

6 Mas eu sou verme, e não homem, motivo de zombaria e objeto de desprezo do povo.

7 Caçoam de mim todos os que me vêem; balançando a cabeça, lançam insultos contra mim, dizendo:

8 “Recorra ao Senhor! Que o Senhor o liberte! Que ele o livre, já que lhe quer bem!”

Salmos 22.9 – 13: A fragilidade do Messias

9 Contudo, tu mesmo me tiraste do ventre; deste-me segurança junto ao seio de minha mãe.

10 Desde que nasci fui entregue a ti; desde o ventre materno és o meu Deus.

11 Não fiques distante de mim, pois a angústia está perto e não há ninguém que me socorra.

12 Muitos touros me cercam, sim, rodeiam-me os poderosos de Basã.

13 Como leão voraz rugindo, escancaram a boca contra mim.

Salmos 22.14 – 18: A morte do Messias

14 Como água me derramei, e todos os meus ossos estão desconjuntados. Meu coração se tornou como cera; derreteu-se no meu íntimo.

15 Meu vigor secou-se como um caco de barro, e a minha língua gruda no céu da boca; deixaste-me no pó, à beira da morte.

16 Cães me rodearam! Um bando de homens maus me cercou! Perfuraram minhas mãos e meus pés.

17 Posso contar todos os meus ossos, mas eles me encaram com desprezo.

18 Dividiram as minhas roupas entre si, e lançaram sortes pelas minhas vestes.

Salmos 22.19 – 31: Pedido de socorro

19 Tu, porém, Senhor, não fiques distante! Ó minha força, vem logo em meu socorro!

20 Livra-me da espada, livra a minha vida do ataque dos cães.

21 Salva-me da boca dos leões, e dos chifres dos bois selvagens. E tu me respondeste.

22 Proclamarei o teu nome a meus irmãos; na assembleia te louvarei.

23 Louvem-no, vocês que temem o Senhor! Glorifiquem-no, todos vocês, descendentes de Jacó! Tremam diante dele, todos vocês, descendentes de Israel!

24 Pois não menosprezou nem repudiou o sofrimento do aflito; não escondeu dele o rosto, mas ouviu o seu grito de socorro.

25 De ti vem o tema do meu louvor na grande assembleia; na presença dos que te temem cumprirei os meus votos.

26 Os pobres comerão até ficarem satisfeitos; aqueles que buscam o Senhor o louvarão! Que vocês tenham vida longa!

27 Todos os confins da terras e lembrarão e se voltarão para o Senhor, e todas as famílias das nações se prostrarão diante dele,

28 pois do Senhor é o reino; ele governa as nações.

29 Todos os ricos da terra se banquetearão e o adorarão; haverão de ajoelhar-se diante dele todos os que descem ao pó, cuja vida se esvai.

30 A posteridade o servirá; gerações futuras ouvirão falar do Senhor,

31 e a um povo que ainda não nasceu proclamarão seus feitos de justiça, pois ele agiu poderosamente.

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