Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Tiago 1 Estudo: O Comportamento do Cristão

Em Tiago 1, o irmão do Senhor Jesus Cristo, começa com uma série de conselhos úteis a vida cristã. Seu propósito é fortalecer os cristãos a suportarem as dificuldades resultantes da fé e da vida.

Isso fica claro na sua menção a sabedoria. Tiago entende que muitos dos nossos problemas podem ser resolvidos com uma boa gestão das decisões. Portanto, quando faltar sabedoria peça a Deus.

Para as questões que exigem ação sobrenatural de Deus, então empregue a fé, mas sem duvidar. Uma das características marcantes desta carta é a franqueza e praticidade. Tiago deixa claro que a fé só funcionará se for real, autêntica. Do contrário não surtirá efeito.

Um dos problemas antigos da igreja é a relação entre o rico e o pobre. Por isso, mais uma vez ele dá ótimos esclarecimentos sobre o assunto. Ele encerra Tiago 1, ensinando sobre a importância de praticar a Palavra de Deus, e não apenas ouvir e sobre a verdadeira religião.

Esboço de Tiago 1:

Tiago 1.1 – 4: O sofrimento e a perseverança

Tiago 1.5 – 8: A sabedoria e a fé

Tiago 1.9 – 11: O rico, o pobre e a brevidade da vida

Tiago 1.12 – 15: Perseverança e tentação

Tiago 1.16 – 21: Prontos para ouvir e falar, tardios para irar-se

Tiago 1.22 – 25: O dever de praticar a Palavra

Tiago 1.26,27: A verdadeira religião

 

O Perigo da Ira

“Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus”. (Tiago 1.19,20)

Uma boa razão é apresentada para exercermos o domínio: “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”.

É como se o apóstolo tivesse dito: “Enquanto os homens com frequência simulam zelo por Deus e sua glória no calor da sua excitação, que saibam que Deus não precisa de nenhuma de suas expressões de ira; sua causa é mais bem servida por brandura e mansidão do que por ira e fúria”.

Salomão diz: “As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor do que domina sobre os tolos” (Eclesiastes 9.17). O Dr. Manton diz de algumas assembléias: “Se fôssemos tão rápidos para ouvir como somos rápidos para falar, haveria menos ira e mais proveito nas nossas reuniões.

Lembro do episódio em que um maniqueu disputou com Agostinho, e com um clamor insistente gritou: Ouve-me! Ouve-me, e o pai da igreja modestamente respondeu: Nem eu te ouvirei, nem tu me ouvirás, mas ouçamos ambos o apóstolo”.

A pior coisa que podemos levar a uma controvérsia religiosa é a raiva. Por mais que seja usada como pretexto da preocupação pelo que é justo e correto, ela não é confiável. A ira é uma atitude humana, e a ira do homem é contrária à justiça de Deus.

Os que têm a pretensão de servir a causa de Deus por meio dela mostram que não estão familiarizados nem com Deus nem com a sua causa. Esse sentimento precisa de vigilância especial quando estamos ouvindo a palavra de Deus. Veja 1 Pedro 2.1,2.

É Preciso Controle

Somos desafiados a suprimir outras inclinações, além da ira precipitada: “…rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia” (Tiago 1.21). A palavra aqui traduzida por imundícia significa aqueles desejos que contêm a maior depravação e sensualidade.

E as palavras traduzidas por acúmulo de malícia podem ser compreendidas como referência ao transbordamento da malícia ou de qualquer outra impiedade espiritual.

Com isso, somos ensinados, como cristãos, a ser vigilantes e deixar de lado não somente aquelas disposições e pendores mais grosseiros e carnais que designam uma pessoa imunda.

Mas todas as desordens de um coração corrompido, que o predispõem contra a palavra e os caminhos de Deus. O pecado é uma coisa que corrompe; é chamado de a própria imundícia.

Rejeite o Pecado

Há abundância de coisas más a serem vigiadas em nós; há acúmulo de malícia. Não é suficiente reprimir as inclinações más, mas elas precisam ser rejeitadas e lançadas fora.

Em Isaías 30.22 está escrito: “E as lançarás fora como um pano imundo e dirás a cada uma delas: Fora daqui!”. Isso deve se estender não somente a pecados exteriores e a abominações maiores.

Mas a todos os pecados de pensamento e inclinação como também da fala e da prática; pasanrhyparian – toda a imundícia, tudo que é corrompido e pecaminoso.

Observe, com base nas partes anteriores do capítulo, que o lançar fora toda a imundícia é o que um período de tentações e aflições requer, e é o que é necessário para se evitar o mal, e para que haja a correta recepção e progresso na palavra da verdade. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

1 Comentário

  1. Ilene Lima Santos disse:

    Palavra maravilhosa…

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.
});

O jesuseabiblia.com tem uma nova Política de Privacidade e Cookies Saiba mais.