Bíblia de Estudo Online Diego Nascimento

Tiago 4 Estudo: Guerras e o Relacionamento Com Deus

Em Tiago 4, aprendemos qual é a raiz das guerras, discussões, desentendimentos e intrigas que há na humanidade, são os desejos malignos do coração.

Tiago adverte que se formos dominados por eles viveremos em guerra. Só não temos o que desejamos por dois motivos: 1. Não pedimos a Deus, 2. São pedidos que Deus não pode atender.

Tiago aprofunda a ideia de relacionamento, compromisso e intimidade com Deus. Ele nos mostra o que é necessário para se achegar a Deus de forma real e sincera.

Não devemos julgar o próximo. Não somos juízes da Palavra de Deus, apenas observadores. Por isso, nosso comportamento deve ser de união e respeito mesmo quando discordamos em alguns pontos.

Por fim, Tiago fala sobre a expectativa do dia de amanhã. Não podemos nos gloriar nele, pois ele não existe ainda. Devemos nos gloriar no Senhor e na esperança de que o “amanhã” virá por causa da sua graça.

Esboço de Tiago 4:

Tiago 4.1 – 3: O motivo das “guerras”

Tiago 4.4 – 6: Amizade com o mundo é inimizade contra Deus

Tiago 4.7 – 10: Como chegar perto de Deus

Tiago 4.11 – 17: Julgar o próximo e o dia de amanhã

 

Zelo ou Ambição?

“De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?

Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres. (Tiago 4:1-3)

O apóstolo reprova aqui as guerras dos cristãos de origem judaica, e os seus desejos como a causa delas. Os judeus eram um povo muito revoltoso, e por isso tinham constantes guerras com os romanos. E eram um povo muito belicoso e dividido, e com frequência brigavam entre si.

Muitos desses cristãos pervertidos contra cujos erros e vícios é escrita esta epístola parecem ter concordado com as brigas gerais. Por conta disso, o apóstolo lhes informa que a origem das suas guerras e brigas não era (como eles pensavam) o verdadeiro zelo pelo seu país e pela honra de Deus, mas que os seus desejos predominantes eram a causa de tudo.

O que é coberto e escondido sob uma ilusória pretensão de zelo por Deus e pela religião com frequência procede do coração do homem, da sua maldade, cobiça, ambição e vingança.

Os judeus tiveram muitas guerras com o poder romano antes de serem totalmente destruídos. Com frequência se envolviam numa briga desnecessariamente, e então se dividiam em partidos e facções acerca dos diferentes métodos de conduzir as suas guerras contra o inimigo comum.

E daí acontecia que, mesmo quando sua causa estava supostamente bem, contudo sua forma de se envolver e de conduzi-la vinha de uma origem má.

Seus desejos mundanos e carnais suscitavam e conduziam suas guerras e brigas; mas podemos pensar que foi dito suficiente aqui para dominar esses desejos; pois eles fazem guerras internas como também lutas externas.

Paixões e Desejos

Paixões e desejos impetuosos primeiro guerreiam em seus membros, e então suscitam hostilidade na nação. Há guerra entre a consciência e a corrupção, e há guerra também entre uma corrupção e outra, e dessas disputas surgiram as brigas uns com os outros.

Se aplicarmos isso a casos particulares, não podemos contar de lutas e disputas entre parentes e vizinhos e dizer que vêm desses desejos que guerreiam nos seus membros?

Do desejo pelo poder e domínio, do desejo pelo prazer, do desejo por riquezas, de algum desses desejos ou de outros ainda surgem todas as brigas e disputas que há no mundo.

E, visto que todas as guerras e brigas vêm das corrupções do nosso próprio coração, é, portanto, o método indicado para a cura da disputa colocar o machado à raiz, e mortificar esses desejos que guerreiam nos membros.

Cobiça Sem Conquista

O simples fato de pensarmos no seu desapontamento deveria matar esses desejos: “Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar (Tiago 4.2).

Cobiçais grandes coisas para vós mesmos, e pensais em obtê-las pela vossa vitória sobre os romanos ou suprimindo um ou outro partido entre vós. Pensais que podeis garantir grandes prazeres e felicidade para vós mesmos, ao derrotarem qualquer coisa que ameace vossos maus desejos; mas, ai de vós!

Estais perdendo o vosso labor e o vosso sangue, enquanto matais uns aos outros com opiniões como essas”. Desejos imoderados ou são totalmente frustrados, ou não são satisfeitos e saciados quando se obtêm as coisas desejadas.

As palavras “não podeis alcançar” significam que eles não podem obter a felicidade que buscam. Então, os desejos mundanos e carnais são a perturbação que não vai permitir o contentamento ou a satisfação na mente. (Henry, Matthew, Comentário de Atos a Apocalipse)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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