Deus é Bom o Tempo Todo

Deus é bom o tempo todo – são as palavras constantemente repetidas pelo Reverendo Dave e seu companheiro de ministério, o Reverendo Jude no filme Deus Não Está Morto.

De fato, o Senhor é bom. Muito bom. O Tempo todo.

Provamos isso todos os dias, com a vida, o ar que respiramos e com as centenas de bênçãos que recebemos que nem nos damos conta.

Muitos de nós, cristãos e não cristãos, vivem tão obcecados com o que está dando errado, nas calamidades e más notícias que não percebem o quanto o Senhor tem sido generoso conosco. Mesmo nos momentos de adversidade.

Dito isto, quero refletir com você neste estudo sobre a bondade de Deus. Vamos ver se a afirmação tem fundamentos ou se não passa de um mantra de pensamento positivo.

PRONTO?

“É NOIS!”

Deus é Bom o Tempo Todo, Mas é Severo

A escolha soberana do Senhor envolveu severidade em relação aos judeus que tropeçaram (caiu; cf. Rom. 11:11) na incredulidade e foram endurecidos (v. 25), mas essa mesma decisão mostrou a bondade de Deus para os gentios individuais (Romanos 11.22).

A permanência dessa bondade sobre os gentios, está diretamente ligada à permanência dos gentios em sua bondade. Se os gentios não continuarem na bondade do Senhor, eles também serão cortados.

Inversamente, para o povo de Israel, se eles não persistirem na incredulidade, eles serão enxertados, pois Deus é capaz de enxertá-los novamente. A questão não é a capacidade do Senhor, mas a decisão dEle.

O Criador soberanamente escolheu colocar Israel de lado, como nação, por causa da incredulidade e estender a justiça pela fé a todos. Isso demonstra a Sua decisão de enxertar gentios na família espiritual de Abraão (cf. 4:12, 16-17; Gl 3:14).

Obviamente, portanto, se a incredulidade que causou a rejeição de Israel por Deus for removida, Ele é capaz e enxertará o povo de Israel (os ramos naturais) de volta a família espiritual ao qual eles pertencem (sua própria oliveira). Afinal, como Paulo escreveu anteriormente: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rom. 10:13).

A “oliveira” não é a igreja; é a família espiritual de Abraão. Cremos que os gentios estão incluídos nessa esfera de bênção, de modo que, na Era da Igreja, tanto os judeus quanto os gentios estão no corpo de Cristo (Efésios 2: 11-22; 3: 6).

No entanto, algum dia Israel como um todo se voltará para Cristo (como Paulo discutiu em Romanos 11: 25-27). Esta passagem não ensina que as promessas nacionais a Israel foram revogadas e agora estão sendo cumpridas pela igreja.

Essa ideia, ensinada pelos amilenarianos, é estranha ao ponto de vista de Paulo, pois ele disse que a queda de Israel é temporária. Embora os gentios crentes compartilhem as bênçãos da Aliança Abraâmica (Gn 12: 3b) como filhos espirituais de Abraão (Gálatas 3: 8–9), eles não substituem permanentemente Israel como herdeiros das promessas de Deus (Gn 12: 2). –3; 15: 18–21; 17: 19–21; 22: 15–18).

A Bondade de Deus e o Arrependimento

Por não impor a Sua divina penalidade na humanidade pecaminosa imediatamente, o Senhor está mostrando as riquezas da Sua bondade (chrēstotētos, “benevolência em ação”, também usada por Deus em 11:22; Efésios 2: 7; Tito 3: 4), tolerância e paciência (cf. Atos 14:16; 17:30; Romanos 3:25).

Seu propósito é levar as pessoas ao arrependimento (Romanos 2:4) – um retorno a Ele – através de Sua bondade. (Esta palavra para “bondade” é chrēstos, sinônimo de chrēstotētos, também trans. “Bondade”, usada anteriormente no verso.)

Ambas as palavras significam “o que é adequado ou adequado a uma necessidade”. Chrēstos é usado em Lucas 6:35 e 1 Pedro 2:3 e do povo em Efésios 4:32.

Não percebendo (lit., “sendo ignorantes”) o propósito do Senhor, as pessoas mostraram desprezo pelos atributos e ações do Eterno (cf. “suprimir a verdade”, Rom. 1:18). As pessoas sabiam do Ser de Deus por meio da revelação natural (Romanos 1: 19–21, 28), mas não conheciam o propósito de Sua bondade. (2)

Ou seja, devemos utilizar o tempo de vida aqui na Terra para reconhecer a bondade de Deus, esta atitude nos levará naturalmente ao arrependimento. Pois ao contemplar o quanto a bondade do Senhor, somos tomados de gratidão e dependência.

Bom o Tempo Todo e Para Sempre

Davi contou como os grandes atos de Deus foram, e que serão declarados de geração em geração (Salmos 145:7). Os crentes falam do esplendor (cf. verso 12 e comentários em 29: 2) de Sua majestade… falam de Suas obras… meditam nelas, cantam e celebram a eles e a Sua bondade.

Não há como viver junto ao Senhor e não ser surpreendido por Seu Amor. A bondade de Deus nos cerca em todo tempo e devemos compartilhar isso com povos de todas as nações.

Os Sábios Percebem

O Senhor também tem poder sobre as experiências das pessoas. Ele humilha e abate os orgulhosos, mas Ele eleva os pobres e necessitados. Então os remidos louvam ao SENHOR (os retos veem e se regozijam), mas os iníquos são silenciados.

Uma pessoa sábia considerará essas meditações cuidadosamente, observando o grande amor do Senhor (Salmos 107:43).

Devemos Louvá-lo

O Salmista, perguntando o que ele poderia dar ao Senhor em retribuição por Sua bondade (Salmos 116:12), prometeu louvá-lo na congregação. Foi sugerido que a taça refere-se à parte do sacrifício que ele daria por ter recebido a salvação (libertação).

Isso provavelmente está correto; caso contrário, a expressão seria completamente figurativa, isto é, ele louvaria (levantaria) Deus por sua sorte (sua “taça”) que era “salvação”.

Em ambos os casos ele louvaria ao Senhor, que era um pagamento de votos ( cf. 116: 18). Outros o ouviriam e seriam edificados, o que é um dos propósitos do louvor público.

O Senhor é Bom e Quer Nos Ajudar a Obedecer

O salmista pediu a Deus que abrisse os olhos para que ele pudesse ver as Suas maravilhosas bênçãos na Palavra (Salmos 119:17). Ele ansiava pela Palavra.

Porque Deus amaldiçoa os iníquos que O desobedecem, ele orou para que o Senhor removesse aqueles que o repreendiam. Em contraste com eles, ele meditou e se deliciou com a Lei do Senhor (vv. 21-24).

Frequentemente, nesse salmo, ele se referiu aos iníquos e àqueles que o oprimiam (vs. 23, 53, 61, 69-70, 78, 85-87, 95, 110, 115, 119, 122, 134, 155, 157-158). 161).

Ou seja, podemos orar a Deus invocando Sua bondade sobre a nossa vida. Não somos merecedores das bênçãos do Senhor, e jamais seremos. Precisamos crer que a bondade de Deus tem prazer em nos ajudar a guardar Sua Palavra.

Conforme Nos Prometeu

O salmista confiou que o SENHOR iria lidar com ele de acordo com a Sua Palavra (Salmos 119:65). Ele então pediu mais instruções para evitar que ele se desviasse (vs. 66-68). Ele declarou sua confiança no meio da calúnia (vs. 69-70; cf. vv. 51, 53), e admitiu que através da aflição ele percebeu mais do valor da Lei (vs. 71-72; cf. v. 127).

Deus nos promete bondade, compaixão e graça, através de Sua Palavra. Portanto, devemos orar a Ele com confiança de filhos que dependem de misericórdia todos os dias.

Toda Terra Está Cheia de Bondade

A razão do louvor, detalhada em todo este salmo, está resumida em Salmos 33:5. A Palavra e obra do Senhor (tudo o que Ele faz) são confiáveis, e o Senhor é justo e leal (ḥeseḏ, amor infalível; cf. vv. 18, 22).

O Salmista não se importa com quanta maldade, injustiça e pecado haja sobre a Terra. Sobretudo, ele percebe que a bondade do Senhor enche a Criação. Somos os responsáveis pela nossa percepção da vida.

Somos nós que decidimos qual sob qual perspectiva observaremos as coisas. O Salmista nos dá uma grande lição, e nos mostra que devemos observar as questões da existência com a certeza de que não importa o que aconteça, Deus é Bom o Tempo Todo.

A Bondade de Deus é Manifesta

Paulo nunca esqueceu a condição pecaminosa da qual ele e seus companheiros haviam sido salvos (cf. 1Cor 6,9-11; Ef 4: 17-24; Colossenses 3: 6-7), e ele os lembrou disso. Mais uma vez (Tito 3:4).

Em vez das pessoas graciosas e cristãs que ele as encorajava a ser, elas eram exatamente o oposto, sendo tolas em vez de sensíveis, desobedientes em vez de submissas, enganadas e escravizadas por todos os tipos de paixões e prazeres, em vez de autodisciplinas e prontas para todo bom trabalho.

Longe de serem pacíficos, atenciosos e humildes, eram caracterizados pela maldade e inveja, sendo odiados e odiando uns aos outros. Tal é a existência brutal de pessoas separadas de Deus.

Enquanto um verniz da civilização muitas vezes obscurece a verdade sombria, a menor rachadura na superfície da sociedade revela a realidade por trás da fachada. A dolorosa verdade é que, quando estão longe de Deus, as pessoas degeneram tanto quanto animais feridos que se debatem perante a morte.

Mas tudo isso mudou quando a bondade e o amor (filantrópsia, lit., “amor ao homem”) do Senhor, nosso Salvador, apareceram. O contraste é surpreendente. No versículo 3, o homem é o ator, mas nos versículos 4–7 o homem é meramente o receptor, e Deus se torna o ator.

O que o homem não poderia de modo algum fazer por si mesmo, o Senhor iniciou para ele. 

Sua Bondade Nos Protege

O salmista aconselhou seus leitores a se submeterem ao Senhor, em vez de resistirem teimosamente como um cavalo ou mula que precisa ser controlada. Aqueles que confiam nele experimentarão seu fiel amor leal (ḥeseḏ) e poderão cantar louvores a ele (Salmos 32:10).

Deus é bom o tempo todo, e isso é para os que creem, proteção para a alma, espírito e corpo. A bondade do Senhor nos protege.

Salvo dos Perigos Que Nos Cercam

O salmista pediu ao Senhor para salvá-lo da morte iminente (Salmos 69:16). No tempo de Deus (o tempo do Seu favor) e do Seu amor (vv. 13, 16) e misericórdia Ele deve rapidamente resgatar (69:14, 18) e redimi-lo de sua miséria e problemas. Para isso, ele mais uma vez ele usou a imagem de águas que o afogavam (cf. 69: 2).

Cercado, na verdade quase afogando em suas dificuldades e problemas, o Salmista clama ao Senhor confiando em Sua bondade e favor. O Senhor é bom e Sua misericórdia faz com que Ele olhe para nós com compaixão, não segundo as nossas obras.

Bom Em Todas as Áreas da Nossa Vida

O reagrupamento de Israel (como um rebanho de ovelhas; cf. 23: 3; Miquéias 2:12; 5: 4; 7:14) será acompanhado por uma renovação das bênçãos materiais de Deus. Aqueles que serão restaurados na terra se regozijarão com a abundância de colheitas (cf. Jeremias 31: 5) e rebanhos (Jeremias 31:14).

Jeremias comparou a riqueza material de Israel a um jardim bem regado que estava produzindo em abundância (cf. Deuteronômio 30: 5, 9). Esse derramamento de bênção produzirá alegria, conforto e satisfação (Jr 31.4,7).

Podemos contar com a bondade de Deus, inclusive na área das nossa finanças e bens materiais. Não é a vontade do Senhor que nenhum de nós passe necessidade. Perceba que Ele supriu seu povo por quarenta anos no escaldante deserto.

Onde tudo morre, Ele fez com que o Seu povo não apenas vivesse, mas crescesse, multiplicasse. Se houver em você a fé necessária, a abundância da bênção e bondade do Senhor será derramada sobre sua vida.

O Senhor é Bom e Nos Mostra Quem Somos

O salmista também pediu que Deus mostrasse Seu esplendor a Seus servos (cf. 90:13) e estendesse seu favor a eles, em vez de consumi-los em Sua ira. Então eles teriam sucesso em seus trabalhos, mesmo que a vida seja curta (Salmos 90:17).

Quando o Senhor nos convence de pecado, nos sentimos mais frágeis e transitórios. Mas quando somos abençoados por Seu favor, nos sentimos confiantes.

O Salmista compartilha essa grande lição da obra do Deus eterno. Enfraquecido pela disciplina do Senhor, ele está profundamente consciente de sua mortalidade; permanecendo no amor e compaixão de Deus, ele está ciente de ser coroado com glória e honra (cf. 8: 5-8).

A Bondade de Deus Nos Alegra

Parte dessa passagem (Isaías 61: 1-2) foi lida por Jesus (Lucas 4: 18-19) em referência a si mesmo. A missão deste Ungido era o ministério de Jesus: pregar boas novas, curar e libertar (Is 61: 1; cf. 42: 7), proclamar… favor e… vingança (61: 2), e consolar (vv. 2–3).

Quando Jesus iniciou a leitura a partir dessa passagem, Ele parou no meio da frase, depois da palavra “favor” (Lucas 4: 18–19). Ao fazer isso, Ele estava mostrando que Seu trabalho seria dividido em dois adventos.

Em Seu primeiro advento, Ele fez as coisas mencionadas em Isaías 61: 1–2a; em seu segundo advento, Ele fará as coisas nos versículos 2b-3. Quando Ele retornar, Ele trará julgamento sobre os incrédulos (Miquéias 5:15; Apocalipse 19: 15-20); este será o dia da “vingança” de Deus (cf. Is 34: 8; 35: 4; 63: 4).

Mas o Messias também “confortará” Israel, pois ela terá sofrido grande perseguição, durante a Grande Tribulação, nos anos anteriores (cf. Dan. 7:21, 24–25; Apocalipse 12: 13–17).

Quando o Messias vier Ele mudará a tristeza dos israelitas crentes para a alegria, uma verdade mencionada com frequência por Isaías. No lugar das cinzas, colocadas na cabeça como sinal de luto (cf. 2 Sm 13:19; Es. 4: 1; Dn 9: 3), elas usarão uma coroa.

O azeite leve, quando aplicado no rosto e nos cabelos, o acalmaria e iluminaria os seus espíritos (cf. Sl 23: 5; 45: 7; 104: 15; Ec. 9: 8; Mt 6:17; Heb. 1: 9), dissipando assim o luto.

Outro sinal de alegria é uma vestimenta luminosa (cf. Ec 9: 7-8). Israel será justo (cf. Is 54:14; 58: 8; 60:21; 62: 1–2) e, como os carvalhos robustos, exibirá o esplendor de Deus (cf. 35: 2; 46:13; 49: 3; 55: 5; 60: 9, 21; 62: 3).

Seguidos Por Sua Bondade

Davi percebeu que o bom e leal amor do Senhor (ḥeseḏ) iria com ele em todos os lugares durante toda a sua vida. As bênçãos do Senhor para o Seu povo permanecem com eles, não importa qual seja a circunstância (Salmos 23:6).

Então ele concluiu que ia morar na casa do SENHOR para sempre. A casa do Senhor se referia ao santuário (tabernáculo). Para o resto de sua vida (lit., “duração dos dias”) ele desfrutaria de plena comunhão com o Senhor.

De fato, o verbo hebraico traduzido “eu vou morar” transmite a ideia de retorno; o mesmo verbo é traduzido “Ele restaura” em 23: 3. Talvez o salmista estivesse de algum modo separado do santuário e desfrutando plenamente de seus benefícios espirituais. Sua meditação sobre as orientações e provisões do Senhor levou-o a recordar sua comunhão com o Senhor em Sua presença, no santuário.

Conclusão

Vimos que em diversos trechos das escrituras a bondade de Deus é asseverada sob os mais diversos aspectos e perspectivas. Muitos homens e mulheres provaram isso, e atestam: Deus é BOM!

Não sei você, mas eu tenho sido agraciado pela bondade de Deus. Tanto eu, quanto Carol e Nicolas, temos provado que o Senhor é bom e tem cuidado de nós, nos mais diversos e severos momentos da vida.

A minha oração é para que a bondade do Senhor seja continuamente derramada sob sua vida. Dia após dia, para que você desfrute da vida abundante de Cristo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here