A manifestação dos frutos do Espírito na vida do Cristão, faz parte da promessa de Deus no novo nascimento. Uma vida guiada pelo Espirito Santo, onde ele ministra sobre o cristão, diariamente, virtudes que fazem parte dele mesmo.

Podemos e devemos viver segundo essa direção. É um novo estilo de vida, completamente novo e empolgante, onde não apensa nós, mas todos os que estão ao nossa redor podem experimentar.

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Os Frutos do Espírito e a Vitória Sobre o Pecado

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gálatas 5:22,23)

Há um contraste agudo aqui. Como o versículo 16 indicou, não há necessidade de um crente exibir as obras da carne. Pelo contrário, pelo poder do Espírito ele pode manifestar as nove frutos do espírito apresentados no capítulo 5 de Gálatas.

É importante observar que o fruto aqui descrito não é produzido por um crente, mas pelo Espírito Santo trabalhando através de um cristão que está em vital união com Cristo (Veja João 15: 1-8).

A palavra “fruto” é singular, indicando que essas qualidades constituem uma unidade, todas as quais devem ser encontradas em um crente que vive sob o controle do Espírito. Em um sentido último, esse “fruto” é simplesmente a vida de Cristo vivida em um cristão. Ele também aponta para o método pelo qual Cristo é formado em um crente (Veja 2 Coríntios 3:18; Filipenses 1:21).

Amor

Os três primeiros frutos do Espírito, são hábitos mentais que encontram sua fonte em Deus. O amor (agapē) é listado primeiro porque é a base de todos os outros frutos.

Deus é amor e ama o mundo (Veja 1 João 4: 8; João 3:16). Esse amor abnegado que enviou Cristo para morrer pelos pecadores é o tipo de amor que os crentes que são manifestos pelo Espírito manifestam.

Alegria

A alegria (chara) é um profundo e permanente regozijo interior que foi prometido àqueles que habitam em Cristo (Veja João 15:11). Não depende das circunstâncias porque repousa no controle soberano de todas as coisas de Deus (Veja Rm 8:28).

Paz

A paz (eirēnē) é novamente um dom de Cristo (Veja João 14:27). É um repouso interior e tranquilidade, mesmo diante de circunstâncias adversas; desafia a compreensão humana (Veja Filipenses 4: 7).

Paciência

A segunda tríade de frutos do Espírito alcança os outros, fortalecida pelo amor, alegria e paz. Paciência (makrothymia) é a qualidade da paciência sob provocação (cf. 2Co 6: 6; Col. 1:11; 3:12). Não nutre pensamentos de retaliação, mesmo quando injustamente tratados.

Bondade

O fruto de Espírito que manifesta Bondade (chrēstotēs) é benevolência em ação, como Deus demonstrou em relação aos homens. Visto que Deus é gentil com os pecadores (cf. Rom. 2: 4; Ef. 2: 7), um cristão deve mostrar a mesma virtude (2 Coríntios 6: 6; Cl 3:12).

A bondade (agatōsynē) pode ser entendida como uma retidão da alma e como uma ação que se estende aos outros para fazer o bem mesmo quando não é merecida.

Fidelidade

Os três últimos frutos do Espírito guiam a conduta geral de um crente que é guiado pelo Espírito Santo. Fidelidade (pistis) é a qualidade que torna uma pessoa confiável ou confiável, como o servo fiel em Lucas 16: 10-12.

Mansidão

O fruto do Espírito que manifesta a mansidão (prautēs) marca uma pessoa que é submissa à Palavra de Deus (Veja Tiago 1:21) e que é atencioso com os outros quando a disciplina é necessária (cf. “suavemente” em Gálatas 6: 1; 2 Tim. 2:25 ; “Gentil” em 1 Coríntios 4:21; Efésios 4: 2; “gentileza” em Colossenses 3:12; 1 Pedro 3:16).

Domínio Próprio

O fruto do Espírito que manifesta o domínio próprio (enkrateia; este substantivo é usado no NT somente aqui e em Atos 24:25; 2 Pedro 1: 6) denota autodomínio e, sem dúvida, relaciona-se principalmente com a restrição dos impulsos carnais que acabamos de descrever.

Tal qualidade é impossível de se alcançar sem o poder do Espírito de Deus (Veja Gl 5:16). Como um resumo final, Paulo afirmou que não há proibições (literalmente não há lei) contra tais virtudes.

Em poucas palavras ele afirmou que obviamente ninguém faria leis contra pessoas que praticam tais coisas.

Os Frutos do Espírito e a Provisão de Deus

Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. (Gálatas 5:24)

Após apresentar os frutos do Espírito, Paulo explicou que os crentes (literalmente “aqueles que são de Cristo Jesus”) não precisam ser escravos da natureza pecaminosa porque eles a crucificaram. Isso não se refere à autocrucificação ou auto mortificação.

Pelo contrário, refere-se ao fato de que, por meio do batismo do Espírito Santo, os cristãos foram identificados com Cristo em Sua morte e ressurreição. Paulo declarou que esta tinha sido sua experiência (Veja Gálatas 2:20) e a de todos os crentes (Veja Romanos 6: 1-6; Colossenses 2:11; 3: 9).

Embora a co-crucificação tenha ocorrido potencialmente na cruz, ela se torna efetiva para os crentes quando eles são convertidos. Isso não significa que sua natureza pecaminosa seja então erradicada ou até mesmo inativada, mas que tenha sido julgada, um fato que os crentes deveriam considerar verdadeiro (cf. Romanos 6: 11-12).

Assim, a vitória sobre as paixões e desejos da natureza pecaminosa foi garantida por Cristo em Sua morte. A fé deve continuamente se apegar a essa verdade ou um crente será tentado a tentar assegurar a vitória pelo esforço pessoal.

Os Frutos do Espírito

Novamente, Paulo lembrou aos gálatas que, além de um julgamento divino da natureza pecaminosa, há uma capacitação divina na pessoa do Espírito Santo, e com isso a manifestação dos frutos do Espírito.

Ele fez o crente vivo pela regeneração (Veja João 3: 5-6), então cada crente é exortado a manter o passo (stoichōmen, trad. “Seguir” em Gálatas 6:16) com o Espírito.

Passo a passo, a caminhada cristã deve estar de acordo com a direção e a capacitação do Espírito, para que os crentes não sejam convencidos, provocando e invejando uns aos outros. Os últimos traços seriam verdadeiros para uma caminhada na carne (Veja Gálatas 5:19-21) e podem indicar divisões nas igrejas da Galácia ocasionadas pelo erro judaizante (cf. v. 15).

Conclusão

As obras da carne são manifestações da natureza pecaminosa, herança de Adão. Todos os seres humanos estavam fadados a viver sob seu julgo, não haviam opções. Ninguém era capaz de vencê-las.

Tudo isso mudou, após a morte de Jesus na Cruz do Calvário. Ao derramar seu sangue precioso por nós, o Filho de Deus nos deu a possibilidade de viver uma nova vida, guiada pelo Espírito Santo.

Sendo assim, aqueles que estão verdadeiramente em Cristo não estão condenados a uma vida dominada pelo pecado.

Em Cristo, somos capacitados a viver cheios dos frutos do Espírito. Nada de uma vida dominada pelo ódio, tristeza, guerras, estresse, maldade, traição, agressividade e libertinagem. Embora muitos cristãos não acreditem e tenham se acostumado a uma vida dominada por estas coisas, temos a promessa real, palpável de uma vida abundante dominada pelo Espírito.

Agora, o Espirito Santo deseja produzir em nós, diariamente: Amor, Alegria, Paz, Paciência, Bondade, Fidelidade, Mansidão, Domínio Próprio.

Vamos escolher BEM!

Referências

Campbell, D. K. (1985). Gálatas Em J. F. Walvoord e R. B. Zuck (Orgs.),

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