A história do rei Davi é uma das mais famosas de todos os tempos. Tema de milhares de livros – seculares e cristãos – canções, poesias, peças teatrais, entre outros, nos mostram claramente que Davi é um dos personagens mais populares e queridos da história do cristianismo.

Em 1504, Michelangelo revelou ao mundo uma de suas obras mais importantes e que seria um marco para o renascimento: a escultura de Davi.

Rica em anatomismo e realidade, a estátua possui 5,70 metros e na época em que foi feita, se tornou símbolo da liberdade civil que estava sobre Florença.

Atualmente, no cristianismo mundial, o rei Davi é a inspiração de muitos cristãos em seu relacionamento com Deus, em sua busca pela intimidade e pelo culto sincero.

É um estudo em que eu particularmente sou muito edificado. Por isso, eu lhe convido a ler até o fim e desfrutar das muitas riquezas espirituais que nele estão contidas.

Resumo da História de Davi

O Senhor disse a Samuel: “Até quando você irá se entristecer por causa de Saul? Eu o rejeitei como rei de Israel. Encha um chifre com óleo e vá a Belém; eu o enviarei a Jessé. Escolhi um de seus filhos para fazê-lo rei”. (1 Samuel 16.1)

A história do reinado de Davi começa com a rejeição de Saul, o primeiro rei de Israel. Por várias vezes ele fez o que o Senhor reprovava, até que por fim, o Senhor o rejeitou e anunciou o fim do seu governo.

Com isso, Davi entra em cena com características muito diferentes do belo e introvertido Saul. O filho de Jessé, desde muito jovem era responsável, trabalhador, valente e de forte personalidade.

É com certeza uma das histórias mais lidas e conhecidas da Bíblia, em todos os tempos. Inspiração para inúmeros livros, pregações e estudos bíblicos, a história de Davi tem muito a acrescentar a nossa própria vida.

Quem Era Davi?

Então perguntou a Jessé: “Estes são todos os filhos que você tem?” Jessé respondeu: “Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas”. Samuel disse: “Traga-o aqui; não nos sentaremos para comer enquanto ele não chegar”.

Jessé mandou chamá-lo e ele veio. Ele era ruivo, de belos olhos e boa aparência. Então o Senhor disse a Samuel: “É este! Levante-se e unja-o”. Samuel apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e, a partir daquele dia, o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi. E Samuel voltou para Ramá. (1 Samuel 16.11 – 13)

Davi era o filho mais novo de Jessé, filho de Obede e da linhagem de Rute a moabita que casou com Boaz. A trajetória normal de sua história seria uma vida pacata no campo e uma boa prestação de serviços aos seus irmãos.

Contudo, o Deus de Israel estava atento ao estilo de vida do jovem pastor. A ponto, de o Senhor o escolher para ser o segundo rei de seu povo e o mais amado e conhecido até os dias de hoje.

No texto de 1 Samuel 16.11 – 13, fica muito claro que nem Jessé seu pai, ou muito menos seus irmãos o viam de maneira tão privilegiada.

Quando Samuel chega a casa e anuncia seu propósito, não se passou pela cabeça de ninguém que o caçula seria o ungido.

Todos, inclusive Samuel acreditavam que seria um dos imponentes irmãos. Mas como o próprio Deus advertiu o profeta: Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”. (1 Samuel 16:7)

Em nossa vida não são poucas as vezes que temos de lidar com isso. Indiferença, rejeição, falta de apoio. Os mais célebres da história tiveram de lidar com isso.

Davi foi um deles, mas vamos perceber na sua trajetória, que o desprezo de sua família não influenciou na sua fé e confiança em Deus, pelo contrário, ao que tudo indica ele usou isso como combustível para desenvolver um maravilhoso e estreito relacionamento com o Senhor.

Segundo o Coração de Deus

Mas agora seu reinado não permanecerá; o Senhor procurou um homem segundo o seu coração e o designou líder de seu povo, pois você não obedeceu ao mandamento do Senhor”. (1 Samuel 13:14)

O termo que o autor utiliza para dizer que Davi era um homem segundo o coração de Deus é lebab e significa: homem interior, mente, vontade, coração, alma, inteligência, parte interior, conhecimento, razão, reflexão, memória, inclinação, resolução, determinação, consciência, caráter moral, como lugar dos desejos, como lugar das emoções e paixões, como lugar da coragem (Concordância de Strong)

Ou seja, Davi amava ao Senhor e guardava os seus mandamentos com todo o seu ser interior. Ele era completamente cheio de amor por seu Deus.

Suas decisões, palavras, comportamento e fé, refletiam exatamente aquilo que o Senhor espera de nós.

Esta é na minha opinião a declaração mais forte acerca da vida de Davi. Vemos aqui que ele não foi escolhido por causa de suas habilidades humanas: Inteligência, beleza, porte físico, etc.

O que chamou a atenção de Deus foi o seu coração.

A minha oração é que seja assim conosco. Vivemos dias em que a aparência tem muito mais influência sobre as pessoas que nos dias de Davi.

Ora, se um profeta experiente e sensível como Samuel se deixou levar, imagine quantos de nós não tem sofrido por causa da insensibilidade espiritual e a carnalidade dos líderes de nossos dias.

Contudo, o Senhor nosso Deus continua atento aos corações. Ele não mudou. Seus critérios são os mesmos.

Observe o que o Senhor Jesus disse a mulher samaritana:

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23,24)

Isto é, o Senhor continua à procura de verdadeiros adoradores. Muitas vezes nos frustramos porque as pessoas na Igreja não nos veem, não dão oportunidade, enfim.

Mas o Deus de amor não devia seu olhar de nós. Nos observa o tempo todo, mas na maioria dos casos, isso não nos interessa. O motivo é que na verdade queremos a promoção humana e não a promoção de Deus.

Os verdadeiros servos, servem ao Senhor. Para serem vistos e notados por Ele. Para trabalhar no crescimento do Reino, na edificação da Igreja e na salvação de almas.

Características de Davi

Então respondeu um dos moços, e disse: Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele. (1 Samuel 16:18)

Davi era um jovem impressionante, muito à frente de seu tempo. Mesmo sendo de família humilde e passando a maior parte de seu tempo com os animais de seu pai e os serviços domésticos, ele possuía traços de comportamento muito diferente de seu contexto.

O que o servo de Saul observou nele é que ele era:

1. habilidoso com instrumentos musicais;

2.Valente – termo hebraico utilizado é chayil e significa: força, poder, eficiência, fartura, exército, habilidade;

3. Vigoroso – termo hebraico utilizado é gibbowr ou gibbor e significa: forte, valente, homem forte, homem corajoso, homem valente;

4. Homem de guerra – termo hebraico utilizado é milchamah e significa: batalha, guerra;

5. Prudente em palavras – termo hebraico utilizado é dabar e significa: discurso, palavra, fala, declaração;

6. Gentil presença – termo hebraico utilizado é ‘iysh e significa homem, macho (em contraste com mulher, fêmea), servo, campeão, homem grande.

7. O Senhor é com ele – Deus estava com Davi, assim como era com Noé e José.

Vemos nesta pequena relação que Davi era um homem de qualidades valorosas. Quem o observava o percebia como alguém que sabia se comportar, falar e cuja vida refletia a presença de Deus.

Além disso, ele era corajoso. Valente!

Ou seja, não tinha medo das dificuldades ou empecilhos da vida. Ele “partia para cima” e os enfrentava com a força de Deus.

A minha oração é que o Senhor nos ajude a desenvolver as mesmas características de Davi. Que sejamos tão virtuosos quanto ele. Que haja em nós disposição para viver a vida e buscar o melhor daquilo que o Senhor tem preparado para nós.

Davi Derrota Golias

Enquanto conversava com eles, Golias, o guerreiro filisteu de Gate, avançou e lançou seu desafio habitual; e Davi o ouviu. Quando os israelitas viram o homem, todos fugiram cheios de medo. (1 Samuel 17:23,24)

Essa é uma das mais famosas histórias da Bíblia e também da literatura mundial. A vitória gloriosa de Davi sobre o gigante Golias, nos traz esperança, conforto e fé.

Golias desafiou o exército de Israel, por quarenta dias e quarenta noites. Podemos supor que depois do vigésimo dia, ele estava soberbo. Zombando do povo de Deus.

Mas não havia ninguém entre o povo de Deus que ouvisse e honrasse e acreditasse nos feitos do Senhor entre o seu povo, até aquele dia.

Quando Golias se posicionou para desafiar Israel, como habitualmente fazia, Davi ouviu. E questionou: “Quem é esse filisteu incircunciso para desafiar os exércitos do Deus vivo? “

Noutras palavras, quem é este homem que não tem aliança com Deus e ousa desafiar o seu povo.

Perceba que Davi não se dispôs contra Golias porque o Senhor lhe mandou, ou porque ele teve alguma revelação sobre aquilo, como Gideão. Não!

Ele foi contra Golias porque ele estava insultando o Senhor.

Quando questionado por Saul sobre sua confiança, Davi respondeu:

“Teu servo toma conta das ovelhas de seu pai. Quando aparece um leão ou um urso e leva uma ovelha do rebanho, eu vou atrás dele, atinjo-o com golpes e livro a ovelha de sua boca. Quando se vira contra mim, eu o pego pela juba, atinjo-o com golpes até matá-lo.

Teu servo é capaz de matar tanto um leão quanto um urso; esse filisteu incircunciso será como um deles, pois desafiou os exércitos do Deus vivo.

O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu”. Diante disso Saul disse a Davi: “Vá, e que o Senhor esteja com você”. (1 Samuel 17:34-37)

Com Davi aprendemos que não existe lugar em nossa vida que o Senhor não possa utilizar como sala de treinamento. Mesmo estando em uma situação que todos consideravam insignificante, foi ali que o Deus de Israel escolheu e começou a capacitar Davi.

Não podemos desprezar o lugar de treinamento, os pequenos começos. Neles o Senhor prova o nosso coração e as nossas motivações, e aperfeiçoa os nossos talentos de acordo com seu propósito para nossa vida.

Mesmo sendo mais forte e preparado que Davi, Golias não pode resistir a unção que havia em sua vida. Aquele seria apenas o primeiro obstáculo, dentre os muitos que o homem segundo o coração de Deus enfrentaria até o trono.

Até o melhor de Deus para sua vida.

Precisamos ter a paciência, a persistência e o discernimento necessário para perceber as situações de promoção que o Senhor cria para as nossas vidas.

A Inveja de Saul

Mas um espírito maligno mandado pelo Senhor apoderou-se de Saul quando ele estava sentado em sua casa, com sua lança na mão. Enquanto Davi estava tocando harpa, Saul tentou encravá-lo na parede com sua lança, mas Davi desviou-se e a lança encravou na parede. E Davi conseguiu escapar. Naquela mesma noite (…) (1 Samuel 19:9,10)

Até se tornar rei de Israel, Davi precisou lidar com muitos desafios. Enfrentar Golias foi a maneira que o Senhor agiu para levá-lo ao próximo nível. Mas uma vez que chegou lá, o futuro monarca do povo de Deus não teve vida fácil.

Mais complicado era o fato de já haver um rei no trono. E a regra soberana da monarquia estabelece que, enquanto houver descendente direto do rei com vida, este deve sentar no trono.

Pois bem, ao prometer que Davi seria o próximo rei, Deus estava avisando que Saul e toda a sua linhagem seria destituída, inclusive seu filho Jônatas – que era amigo de Davi.

A inveja de Saul chegou a um ponto, que sua única obsessão por um bom tempo, era matar Davi. Por que isso aconteceu?

Porque a unção de Deus o deixou, e um espírito maligno se apoderou dele.

A trajetória que leva até os propósitos de Deus para nossa vida, não são simples e fáceis como a maioria dos cristãos acredita. A vida de Davi deve nos levar a uma reflexão profunda. Devemos responder a seguinte pergunta – Estou realmente disposto a passar pelo que for necessário para viver as promessas de Deus?

A inveja de Saul causou a Davi muita dor, cansaço e lágrimas. Ele precisou deixar o país, viver com os inimigos, morou no deserto, em cavernas, foi considerado como bandido, traidor, enfim. A inveja de Saul lhe causou muitos males.

A Submissão de Davi a Autoridade da Unção

Eles disseram: “Este é o dia sobre o qual o Senhor lhe falou: “Entregarei nas suas mãos o seu inimigo para que você faça com ele o que quiser””. Então Davi foi com muito cuidado e cortou uma ponta do manto de Saul, sem que este percebesse. Mas Davi sentiu bater-lhe o coração de remorso por ter cortado uma ponta do manto de Saul, e então disse a seus soldados: “Que o Senhor me livre de fazer tal coisa a meu senhor, de erguer a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor”. (1 Samuel 24:4 – 6)

Vivemos em dias no Brasil, em que as pessoas de maneira geral têm grande dificuldade para respeitar as autoridades constituídas. Xingam, amaldiçoam e menosprezam suas lideranças como se elas não tivessem nenhum valor.

Com Davi, aprendemos que não devemos agir dessa maneira. O fato de Saul ser rei, significava que ele havia recebido a unção de rei. Isto é, o sacerdote lhe havia ungido como sinal de benção, aprovação e separação de Deus para tal serviço.

Mesmo sabendo que o Senhor havia rejeitado Saul, ele se sente completamente constrangido em fazer-lhe mal. Mesmo a situação sendo completamente favorável e seus homens lhe instigando a vingança, o temor ao Senhor falou mais alto e Davi não atacou Saul.

Pelo contrário, o fato de ter cortado a ponta de suas vestes lhe apertou profundamente o coração.

Davi se tornou o rei mais amado e respeitado de Israel, não sem motivo. Atitudes como essa mostram como ele era diferenciado em sua forma de relacionamento com Deus e na devoção a sua Palavra.

O Rei Davi

Representantes de todas as tribos de Israel foram dizer a Davi, em Hebrom: Somos sangue do teu sangue. No passado, mesmo quando Saul era rei, eras tu quem liderava Israel em suas batalhas. E o Senhor te disse: “Você pastoreará Israel, o meu povo, e será o seu governante”.

Então todas as autoridades de Israel foram ao encontro do rei Davi em Hebrom; o rei fez um acordo com eles em Hebrom perante o Senhor, e eles ungiram Davi rei de Israel. Davi tinha trinta anos de idade quando começou a reinar, e reinou durante quarenta anos. (2 Samuel 5:1 – 4)

Com a promessa de Deus, era uma questão de tempo até que Davi se tornasse rei de Israel. E assim foi. Com a morte de Saul e todos os seus filhos, inclusive Jônatas, todo o povo de Israel viu no filho de Jessé seu próximo líder.

A liderança do rei Davi era algo percebido por todos. Líderes religiosos, magistrados e o povo comum, todos eles reconheceram as promessas de Deus na vida dele.

Como é bom quando o próprio Deus levanta pessoas entre nós para liderar segundo o seu coração. Lideranças instituídas por Deus nos conduzem a vitória e prosperidade.

Já as lideranças que não são segundo o propósito de Deus tendem a nos causar prejuízo e dor.

O rei Davi levou Israel ao seu momento mais glorioso em toda a sua história. Nele se cumpriu a promessa do Senhor feita a Abraão, no que se refere as conquistas territoriais do povo de Deus.

Nisto vemos que o desejo de Deus é o de nos usar para fazer coisas grandes, não no sentido do “marketing”, mas no sentido da importância. Nossa vida deve ser um instrumento da glória do Senhor.

Promessas Eternas

Agora, pois, diga ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eu o tirei das pastagens, onde você cuidava dos rebanhos, para ser o soberano de Israel, o meu povo. Sempre estive com você por onde você andou, e eliminei todos os seus inimigos. Agora eu o farei tão famoso quanto os homens mais importantes da terra. (2 Samuel 7:8,9)

Depois de todo o respeito, vitórias e conquistas em seu governo, o rei Davi, agora em um palácio glorioso, percebeu que a Arca de Deus habitava em uma Tenda e desejou fazer para o Senhor um belo Templo.

A atitude inusitada, gerou no coração de Deus ainda mais prazer em seu servo. Tanto, que o Senhor renovou as promessas na vida de Davi e as tornou ainda mais intensas.

Por meio do profeta Natã, o Senhor disse ao rei que seu reinado seria eterno. Isto porque, o Messias viria de sua linhagem. E assim foi, Jesus Cristo o Filho do Deus vivo é descendente direto de Davi, como podemos ver em Mateus 1.

E a promessa de que tornaria seu nome famoso permanece até hoje, ele é considerado um dos maiores reis e conquistadores de todos os tempos.

Isto se tornou realidade, também porque ele não se desviou de sua vocação. Permaneceu na direção de Deus, sempre buscando saber que caminho seguir e quais direções tomar.

A Construção do Templo

Disse ele: Certamente o Senhor, o seu Deus, está com vocês, e lhes concedeu paz. Pois ele entregou os habitantes dessa terra em minhas mãos, e ela foi submetida ao Senhor e ao seu povo.

Agora consagrem o coração e a alma para buscarem o Senhor, o seu Deus. Comecem a construir o santuário de Deus, o Senhor, para que vocês possam trazer a arca da aliança do Senhor e os utensílios sagrados que pertencem a Deus para dentro do templo que será construído em honra ao nome do Senhor. (1 Crônicas 22:18,19)

Uma das atitudes do rei Davi que mais me chama a atenção, é o seu amor sincero pelo Senhor. Ele não se satisfazia com projetos “medíocres” para Deus. Ele sempre procurava dar o seu melhor.

Do seu tesouro pessoal separou uma oferta que em dias atuais chega perto dos dois bilhões de dólares, e incentivou o povo a doar voluntariamente para a casa do Senhor.

Fez tudo o que era necessário para garantir que o projeto seria concluído, mesmo após a sua morte. Ou seja, o rei Davi se doou completamente.

A construção do Templo foi mais uma forma que ele encontrou para honrar ao Senhor com todo o seu coração, e conduzir o povo e seu próprio filho nesse projeto, isso nos mostra o quanto ele era dedicado e respeitado.

A minha oração é que o Senhor nos conduza de maneira que seja gerado em nós um coração assim. Que haja em nós esse desejo de desenvolver projetos relevantes para Deus.

Davi e Bate-Seba: A Escolha Errada

Uma tarde Davi levantou-se da cama e foi passear pelo terraço do palácio. Do terraço viu uma mulher muito bonita tomando banho, e mandou alguém procurar saber quem era. Disseram-lhe: “É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o hitita”.

Davi mandou que a trouxessem, e se deitou com ela, que havia acabado de se purificar da impureza da sua menstruação. Depois, voltou para casa. A mulher engravidou e mandou um recado a Davi, dizendo que estava grávida. (2 Samuel 11:2 – 5)

Por mais dedicados e sinceros que sejamos em nosso amor ao Senhor, os erros vão fazer parte da nossa trajetória. É algo inerente a nossa natureza humana.

Não foi diferente com Davi.

Ele adulterou com a mulher de um de seus soldados, e depois planejou sua morte. Do adultério com Bate-Seba veio uma gravidez, mas a criança acabou morrendo.

Essa é com certeza uma parte obscura do rei Davi, e precisamos analisá-la sob a perspectiva do exemplo e do cuidado.

Não podemos baixar a guarda para o pecado. Devemos, a todo custo, evitá-lo e manter a atenção para possíveis brechas que possamos dar para que ele não encontre espaços em nossas vidas.

Consequências do Pecado

Assim diz o Senhor: “De sua própria família trarei desgraça sobre você. Tomarei as suas mulheres diante dos seus próprios olhos e as darei a outro; e ele se deitará com elas em plena luz do dia. Você fez isso às escondidas, mas eu o farei diante de todo o Israel, em plena luz do dia”. (2 Samuel 12:11,12)

O pecado do rei Davi não ficou sem punição. O Deus de amor e justiça o advertiu severamente por causa de sua atitude e escolhas erradas. Desta vez, as promessas não foram de prosperidade e crescimento, mas sim de angústia e muita dor.

Daquele dia em diante, Davi testemunharia um incesto, o assassinato de seu filho, um golpe de estado e seria vítima de adultério. E o pior, em todos estes acontecimentos os principais causadores foram seus próprios filhos.

Sua família!

A dor que ele causou a Urias, aquilo que ele fez em oculto, foi testemunhado em sua própria vida por todo o reino.

Precisamos temer a Deus e continuar temendo. Não podemos achar que no período da graça, o Senhor Deus mudou e não pune mais o pecado e a desobediência.

Observe o que diz o apóstolo Paulo:

Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?

Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte?

Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. (Romanos 6:1-4)

Não devemos acolher a prática do pecado de maneira deliberada em nossas vidas. No batismo nas águas, simbolicamente fomos sepultados e ressuscitados com Cristo para uma nova vida agradável a Deus.

Sendo assim, devemos ter claro em nossas mentes que as escolhas erradas e o pecado, tem consequências negativas – muitas vezes irreversíveis – e por mais que a graça de Deus seja abundante elas permanecem.

“Obrigado Meu Deus!”

Davi cantou ao Senhor este cântico, quando ele o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul, dizendo: O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é a minha rocha, em que me refugio; o meu escudo e o meu poderoso salvador.

Ele é a minha torre alta, o meu abrigo seguro. Tu, Senhor, és o meu salvador, e me salvas dos violentos. Clamo ao Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos. (2 Samuel 22: 1 – 4)

Perto do fim da sua vida, o rei Davi compôs um hino para Deus como forma de gratidão por tudo o que o Senhor havia feito em sua vida, por ela e através dela.

Mais uma preciosa lição do rei Davi!

Ao longo de sua vida ele escreveu inúmeros Salmos. Muitos de dor, oração, clamor, por livramento, mas sobretudo expressando sua gratidão ao Senhor.

Precisamos aprender com Davi. Devemos ser gratos ao Senhor nosso Deus. Sim, Ele é o que nos guarda. Aquele que supre nossas necessidades, que sara nos feridas e cura as nossas enfermidades. Ele é Elohim, o nosso Deus que nos salva.

Não devemos olhar para Ele como o “gênio da lâmpada”, em que nos aproximamos dele apenas para pedir. Entre nós e o Senhor deve haver relacionamento. Intimidade.

Portanto, devemos expressar nossa gratidão por tudo o que ele tem feito em nossa vida, por ela e através dela.

Davi fez isso. Quando observou tudo o que o Senhor lhe havia dado, de onde o havia tirado. Ele disse: “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é a minha rocha, em que me refugio; o meu escudo e o meu poderoso salvador”.

Glória a Deus!

Conclusão

A vida do rei Davi é com certeza uma grande fonte de inspiração sobre como devemos amar a Deus e nos submeter aos seus propósitos para nossa vida.

Tendo sido retirado do pasto para se assentar no trono de Israel, o povo santo, Davi cultivou um profundo relacionamento com o Senhor e um amor sincero por Sua Palavra.

Com altos e baixos, esse homem de Deus nos ensina que o arrependimento é o caminho a seguir quando as falhas cruzarem nosso caminho. Ele nos mostra que o nosso coração deve continuar sensível ao Senhor, submisso.

Há um enorme contraste entre ele e Saul neste ponto. Saul sempre procurava desculpas e justificativas para seus erros, Davi ao contrário se humilhava e suplica o perdão do Senhor.

A minha oração é que o próprio Deus gere em nós um coração semelhante ao de Davi. Que ao olhar para nossa vida, o Senhor nos perceba segundo o seu coração.

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Deus abençoe!

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