Temer a Deus é um grande desafio para a maioria das pessoas. Primeiro porque elas raramente conhecem a Deus. Segundo, porque a maioria não compreende o que isso significa.

Muitos cristãos e principalmente não-cristãos, associam o temor a Deus, com ir a Igreja, ler a Bíblia e cumprir algumas regras, mas não é apenas isso.

É algo que pode ser melhor explicado pelo relacionamento sadio que existe entre um pai e seu filho.

Recentemente ouvi um filho de quarenta anos de idade me disse sobre seu pai – Diego, há muito tempo que sou independente e segui o meu caminho na vida, mas quando estou na casa de meu pai, sigo exatamente todas as regras que ele estabeleceu.

Isso é temor e amor.

Embora não dependa mais de seu pai, esse filho se sujeita as suas ordens por causa do respeito e do amor.

Com Deus o princípio é semelhante, pois onde quer que estejamos, Ele nos vê, sendo assim o temor a Ele deve nos acompanhar por todo lugar em toda nossa vida.

Temer a Deus e a Sabedoria

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência. (Provérbios 9:10)

Para o bom entendimento deste tema, é fundamental que mantenhamos sua estrutura composta, intacta. Pois ao estudar “temor” e “Senhor” de maneira separada, provavelmente não conseguiremos extrair o melhor sentido dessas palavras.

Temer a Deus no aspecto racional é o mesmo que memorizar, aprender suas determinações, palavras, conselhos, vontade, etc.

Ainda neste aspecto, temer a Deus é um estilo de vida separado para o Criador, segundo as determinações da Bíblia Sagrada.

É a estrutura visível da religião, aquilo que o apóstolo chama de piedade (1 Timóteo 6:6), isto é, reverência, respeito, fidelidade a Deus, a prática da religião de maneira agradável ao Senhor.

O grande fundamento da sabedoria de Salomão são exatamente os mandamentos e as instruções do Senhor, por isso, que a sabedoria começa por guarda-los.

O Temor do Senhor e a Disposição da Alma

Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído (Isaías 29:13)

Através do profeta Isaías o Senhor apresentou uma queixa que foi pouco compreendida pelos judeus. Para eles, obediência e fidelidade a Deus consistia apenas em guardar mandamentos, mas esqueceram a disposição do coração, que é tão importante quanto o cumprimento de regras.

Temer a Deus está diretamente ligado aos aspectos emocionais da nossa alma, como: respeito, amor e confiança.

“Temor ao Senhor” e “amor ao Senhor” na Bíblia, são sinônimos, isto é, possuem o mesmo sentido. Não é possível dizer que amamos a Deus, sem teme-Lo e vice-versa.

Isso faz com que a oração devocional, a leitura constante da Palavra e a exposição contínua da nossa vida a pregação do Evangelho, sejam expressões concretas do nosso amor a Deus.

Utilizando linguagem humana, pense em quanto tempo você quer passar com as pessoas que você ama. Como deseja compartilhar com elas os preciosos momentos de sua vida.

O mesmo princípio se aplica a nosso relacionamento com o Senhor. O tempo que dedicamos a Ele, de maneira exclusiva é uma demonstração clara do quanto o amamos.

Outra maneira de demonstrar o nosso temor/amor a Deus, é cuidando do nosso próximo. Servindo-o, se importando com suas necessidades.

Vivemos em um mundo amplamente egoísta. Cada um busca seus próprios interesses e fazem vista grossa as necessidades dos outros.

Mas se você quiser deixar Deus muito feliz, cuide de alguém. Se importe sinceramente, sem esperar nada em troca. Nisto você está cumprindo o segundo maior mandamento, o de amar o próximo como a si mesmo.

A Importância da Humildade e Dedicação

 “[O temor do SENHOR é] a reverência afetuosa, pela qual o filho de Deus se curva humilde e cuidadosamente para a lei de seu Pai” – C. Bridges.

De acordo com Provérbios 2:1-5, o temer a Deus é o resultado de uma busca dedicada da escrituras sagradas. Para isso, Provérbios 15:33, completa que é necessário humildade.

Ou seja, precisamos buscar a Deus diligentemente, todos os dias e em todas as circunstâncias de nossas vidas, não apenas nos bons, mas inclusive nos maus momentos.

Satanás acusou a Deus, de subornar Jó com muitas bençãos, para que Lhe fosse fiel, mas o final da história prova que a fidelidade de Jó era fruto de sua busca dedicada a Deus.

Além disso, precisamos ser humildes, demonstrar dependência, necessidades e sobretudo, nos submeter aos designíos do Senhor.

Muitos de nós ouvem muitas coisas sobre o nosso Deus e Sua vontade, mas bem poucas dessas instruções são a nossa prática.

Quando nos submetemos, nos arrependemos, demonstramos ao Senhor o quanto precisamos dEle e do Seu Espírito, para guiar os nossos passos e a nossa vida.

Conclusão

Temer a Deus não é ter medo de Deus, ou viver apavorado sobre aquilo que Ele pode fazer conosco ou nos castigar. Embora, devamos considerar a justiça do Senhor, o maior agente motivador do temor a Deus não é o medo, e sim o amor.

Quanto mais o amamos, mais o tememos.

O temor ao Senhor está mais ligado a uma disposição interior do que a práticas externas, mesmo que elas não sejam desconsideradas.

Fica claro no texto bíblico, que Deus espera que o temamos com disposição interior sincera, ou seja, que as nossas atitudes de obediência aos mandamentos bíblicos sejam uma expressão sincera de amor a Deus e não o mero cumprimento de rituais religiosos.

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