Jesus está voltando, e isso deve estar cada vez mais fundamentado em nosso coração. O fato é que o assunto da volta de Jesus é bastante controverso. Muitos fazem previsões. Outros misturam os textos bíblicos de tal forma que no final estamos mais confuso do que antes.

Enfim, não podemos negar que a afirmação: Jesus está voltando, envolve muitas coisas que não conhecemos.

Pois bem, este artigo é parte da série de estudos bíblicos sobre a volta de Jesus. Caso não tenha lido ainda, é bom que você o faça. Ao final, provavelmente o assunto será mais claro para você.

A sequência é:

Jesus Está Voltando: Saiba Porquê Pode Ser Agora (URGENTE!)

A Volta de Jesus: Tudo o Que Você Precisa Saber

Como Será o Arrebatamento da Igreja? (ESCLARECIDO!)

Pois bem, neste estudo vamos analisar porquê Jesus está voltando, e porquê isso pode ser a qualquer momento. Como é um assunto complexo, peço que você fique confortável, esqueça as notificações do celular e pegue uma bebida e seu lanche favorito.

APERTE O CINTO. Vamos voltar a dois mil anos atrás.

PARTIU!

Jesus é Interrogado Pelos Discípulos

Quando ele estava saindo do templo, um de seus discípulos lhe disse: “Olha, Mestre! Que pedras enormes! Que construções magníficas! “

“Você está vendo todas estas grandes construções? “, perguntou Jesus. “Aqui não ficará pedra sobre pedra; serão todas derrubadas”.

Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, de frente para o templo, Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:

“Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal de que tudo isso está prestes a cumprir-se? ” (Marcos 13:1-4)

A primeira análise que precisamos fazer neste texto é a ‘circunstância’. O Senhor Jesus ministrou o Sermão Profético na terça-feira da semana que antecedia sua crucificação e morte. Dali a três dias ele seria injustamente preso, espancado, condenado e morto.

Antes disso, ele havia sido bastante enérgico em suas palavras com relação aos lideres religiosos de Jerusalém (Mateus 23.13 – 16) e saindo do Templo, ao olhar para a cidade fez um grande lamento sobre ela e profetizou que ela ficaria deserta até que dissesse:

Bendito o que vem em nome do Senhor, como tinha ocorrido no domingo, quando entrou em Jerusalém montado num jumentinho (Mt 23.37–39). (1)

Pois bem, essas palavras deixaram os discípulos muito impressionados. Por isso, eles iniciam a conversa com Jesus falando sobre a suntuosidade do Templo. A ideia era alertar o Mestre sobre o fato de que aquilo provavelmente jamais aconteceria com Jerusalém e o Templo. Aquela era uma construção fantástica aos olhos deles e a cidade santa era “indestrutível”.

O Templo

De fato, aquela era uma construção que impressionava. Por volta de 19 a.C., cerca de 15 anos antes de Jesus nascer, Herodes começou a reconstruir o templo que fora reconstruído por Esdras depois da volta do exílio da Babilônia, em 516 a.C. Herodes fez do templo uma das mais belas construções de Jerusalém. Seu objetivo não era agradar a Deus, mas agradar e apaziguar os judeus, a quem governava. Essa construção só foi terminada por volta de 64 d.C., mas logo depois, em 70 d.C., quando os romanos invadiram Jerusalém sob o comando de Tito, o templo foi completa e definitivamente destruído, e ainda permanece em ruínas 21 séculos depois. (2)

A ligação entre a espiritualidade dos judeus e o Templo era muito forte. Ao profetizar que ele seria destruído, o Senhor Jesus estava “extrapolando” as possibilidades da atuação divina na concepção dos discípulos.

Eles tinham ideia de que o relacionamento da nação com Deus, não estava nada bem, mas daí imaginar que tudo viraria pó, por causa disso era inimaginável para eles.

O fato que surpreende os discípulos é o mesmo que nos atinge. O fato de que Jesus está voltando, iminentemente não passa pela cabeça da maioria dos cristãos no mundo.

Isso porque muitos de nós está tão impressionado com as construções, belezas e diversidade desta vida, que esquecemos que o único elemento eterno de toda criação, é a nossa alma.

Jesus está voltando, e quando isso acontecer a existência como conhecemos será completamente alterada.

Jesus Está Voltando: Os Eventos Antecedentes (v. 5–23)

Jesus lhes disse: “Cuidado, que ninguém os engane. (Marcos 13:5)

A partir do versículo 5, o Senhor Jesus começa a responder aos discípulos, sobre quando acontecerá o fato de que Jerusalém e o Templo serão devastados.

Sua primeira advertência é para que eles não sejam confundidos. Para que não haja engano. Ou seja, o próprio Jesus tinha conhecimento de que os assuntos relacionados ao futuro trariam grande confusão tanto a eles, quanto a nós.

Neste aspecto, é extremamente importante que as palavras de Jesus ministradas neste texto, se referem em sua maioria aos eventos de 70 d.C (Jerusalém é invadida por Tito, o Templo é destruído e milhares de judeus são cruelmente assassinados) e uma parte menor, faz referência a segunda volta.

Nos versos 5 a 23 encontramos dez colocações feitas por Jesus sobre esse tempo situado entre as duas vindas. Esse período é o tempo conhecido, referido e descrito desde o Antigo Testamento e por todo o Novo Testamento. Além de outras designações, esse tempo foi chamado de: “O ano aceitável da salvação” (Lc 4.19); “o tempo dos gentios” (Lc 21.24); “Dia do justo juízo de Deus” (Rm 2.5); “Dispensação da graça” (Ef 3.2); “Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6, 2.16); “Dia do Senhor” (1Ts 5.2, 2Pe 3.10); “Dia de Hoje” (Hb 3.13); “Dia que se aproxima” (Hb 10.25); e “Dia de Deus” (2Pe 3.12). É o tempo que ultrapassa à queda do templo e chega à segunda vinda de Jesus, quando Ele vier em poder e glória. (3)

As Recomendações de Jesus (5 – 23)

Quando o General Tito invadiu Jerusalém em 70 d.C, as palavras de Jesus, tomaram forma. A cidade foi destruída, o Templo foi profanado e muitos judeus fugiram deixando tudo para trás.

Jesus especificou que haveria grande destruição, grande tribulação, como nunca tinha acontecido e nunca mais aconteceria, conforme o verso 19 e conforme Hendriksem (2003, p. 648). Isso de fato ocorreu, pois como nos dizem os historiadores Josefo e Tácito, naqueles dias do cerco a Jerusalém, por volta de 66–70 d.C., aqueles que estavam na cidade experimentaram uma catástrofe de dimensões sobrenaturais, com a direta participação divina no julgamento da cidade que crucificou o Salvador (Lc 19.43–44). Entretanto, mesclando as duas épocas (ano 70 d.C. com a segunda vinda de Jesus), e interpretando essa “grande tribulação” como os dias finais, esse período causará grande perturbação, angústia e sofrimento, mas não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição (2Ts 2.3). (4)

Jesus Está Voltando: A vinda do Filho do Homem (v. 24–27)

“Mas naqueles dias, após aquela tribulação, ‘o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes celestes serão abalados’. “Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.

E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu. (Marcos 13:24-27)

As palavras de Jesus sobre a sua volta, fazem referência a profecia de Joel 2.30,31, sobre o fato de que a volta de Jesus provocará grande desajuste nos astros celestes. Essa é uma forma de provavelmente evidenciar o fato de que o evento afetará todo o rumo da natureza e da humanidade.

É importante ter em mente, que em sua primeira vinda, Jesus veio como servo humilde e sofredor, mas na sua segunda vinda, ele virá com glória, autoridade e majestade. Como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19.16)

Além disso, o Senhor enviará seus anjos para recolher seus servos espalhados por toda a Terra. Este evento é chamado de arrebatamento, onde os crentes serão levados desta existência em um piscar de olhos.

Jesus Está Voltando, Mas Quando Será?

“Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que ele está próximo, às portas.

Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”. (Marcos 13:28-31)

Neste ponto, fica evidente à referência de Jesus aos acontecimentos dos últimos dias, e não mais ao evento de 70 d.C. Isso nos é revelado pela utilização da figueira como exemplo.

Jesus ensinou aqui que, antes da sua segunda vinda, a figueira produziria folha. Em 1948, a nação independente de Israel foi formada. Hoje essa nação exerce uma influência nos negócios mundiais que está fora de toda proporção com seu tamanho. Pode-se dizer de Israel que “está brotando folhas”. Mas ainda não há fruto até que o Messias volte a um povo que está disposto a recebê-lo (MACDONALD, 2008, p. 141). (5)

O fato de Israel estar estabelecido como nação, em nossos dias, significa que a videira floresceu, isto é, o verão está chegando. Para o cumprimento da profecia as coisas estão se aproximando do tempo favorável. A nação de Israel estabelecida em seu próprio território, é um sinal contundente de que Jesus está voltando.

“Esta Geração”

Mas nessa parábola, o verso 30 merece comentários específicos: Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Conforme Keener (2004, p. 181), esse verso certamente se refere à profecia sobre a destruição de Jerusalém e, de fato, aquela geração não passou sem que tudo o que fora dito acontecesse. Calculando-se uma geração em 40 anos, e tendo Jesus feito suas profecias entre os anos 29–30 d.C., esses acontecimentos referem-se à destruição ocorrida no ano 70, sob o marechal Tito. (6)

Esta é uma das maiores possibilidades, mas há quem considere a expressão “esta geração”, como os judeus e os incrédulos que estão presentes em todas as épocas, desde que a profecia foi anunciada.

Jesus Está Voltando: A Necessidade da Vigilância

“Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai. Fiquem atentos! Vigiem! Vocês não sabem quando virá esse tempo. (Marcos 13:32,33)

Há mais de 2000 anos que a volta de Jesus é aguardada, sem contudo, se concretizar, ainda. A questão é que ao longo desse tempo, muitas pessoas tentaram “adivinhar o dia e a hora”, mas sem sucesso. Nas palavras do próprio Jesus, ninguém sabe quando o evento ocorrerá, a não ser Deus Pai.

De toda forma, o Senhor Jesus nos deixou um alerta: Fiquem atentos! Vigiem!

O evento da volta de Jesus pode acontecer a qualquer momento. É provável que você nem consiga terminar de ler este texto. Isso mesmo!

REPITO: pode ser a qualquer momento!

Por isso, ele salienta a necessidade de estarmos alertas e preparados. Deus é o Senhor do tempo e da história, e num piscar de olhos os eventos restantes podem ocorrer e Jesus voltar.

Conclusão

Jesus está voltando e isso é um fato. Centenas de profecias já se cumpriram e outras se encaminham de maneira perfeita para o seu cumprimento. Isso nos emite um alerta: É PRECISO ESTAR PREPARADO!

Não permita que o vislumbre desta vida tire o seu foco da pessoa de Cristo, e que os encantos do que é visível lhe faça esquecer da glória invisível que está preparada para nós.

É fato que muitas lutas e tribulações nos cercam hoje. Mas quando a última trombeta soar, tudo isso ficará para trás. Não passará de história.

Referências

  1. Neves, I. (2012). Comentário Bíblico de Marcos: Através da Bíblia. (I. Mazzacorati, Org.) (Primeira edição, p. 173). São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial. 
  1. Neves, I. (2012). Comentário Bíblico de Marcos: Através da Bíblia. (I. Mazzacorati, Org.) (Primeira edição, p. 173). São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial.
  1. Neves, I. (2012). Comentário Bíblico de Marcos: Através da Bíblia. (I. Mazzacorati, Org.) (Primeira edição, p. 174). São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial.
  2. Neves, I. (2012). Comentário Bíblico de Marcos: Através da Bíblia. (I. Mazzacorati, Org.) (Primeira edição, p. 176). São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial.
  1. Neves, I. (2012). Comentário Bíblico de Marcos: Através da Bíblia. (I. Mazzacorati, Org.) (Primeira edição, p. 178). São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial.
  1. Neves, I. (2012). Comentário Bíblico de Marcos: Através da Bíblia. (I. Mazzacorati, Org.) (Primeira edição, p. 178). São Paulo, SP: Rádio Trans Mundial.

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