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Parábola da Roupa Nova e do Vinho Novo: Desfrute Um Novo Tempo

Parábola da Roupa Nova e Vinho Novo

A parábola da roupa nova e do vinho novo são a revelação de Jesus Cristo sobre como deve ser a nossa aceitação da graça de Deus e do seu ensino. O sistema da tradição judaica com seu legalismo e hipocrisia, transformaram a lei de Deus em algo que não proporcionava alegria, prazer ou liberdade em servir.

O espírito da Lei se perdeu e com isso muitos judeus estavam mais distantes do Senhor do que próximos a Ele. Havia uma verdadeira decepção espiritual no ar. A lembrança do Deus que tirou seu povo do Egito não os inspirava mais.

Na parábola da roupa nova e do vinho novo, Jesus nos mostra um novo horizonte e nos orienta sobre como deve ser a nossa aceitação da graça de Deus.

Remendo Novo Em Roupa Velha Significado

Então lhes contou esta parábola: “Ninguém tira remendo de roupa nova e o costura em roupa velha; se o fizer, estragará a roupa nova, além do que o remendo da nova não se ajustará à velha. (Lucas 5:36)

Que Jesus utilizava figuras extraídas do cotidiano não era novidade e em suas parábolas elas aparecem com muita relevância na mensagem do Messias.

Aqui, o remendo novo em veste velha é uma referência ao costume antigo de tentar recuperar uma roupa velha, remendando-a com um pedaço de pano tirado de uma roupa nova.

O raciocínio de Jesus é o de que este processo precisa ser revisto, pois ao passo que temos uma roupa velha remendada, temos uma roupa nova danificada. Serão duas roupas perdidas: a velha pelo remendo novo em destaque e a nova porque lhe faltará um pedaço.

Mas o que isso significa?

Não se deve tentar misturar o ensino de Jesus com a tradição legalista dos fariseus. As formas como eles interpretaram a lei distanciava as pessoas de Deus e do verdadeiro espírito da Lei.

Tudo quanto o Senhor Deus comunicou e estabeleceu na Lei para edificação do ser humano foi distorcido pelos religiosos hipócritas da época. O ensino de Jesus é poderoso e produz vida em quem os pratica. É cheio de verdade, amor e do caráter de Deus. Isso é fruto da graça derramada, viva e atuante de Cristo.

Vinho Novo Em Odres Velhos

E ninguém põe vinho novo em vasilhas de couro velhas; se o fizer, o vinho novo rebentará as vasilhas, se derramará, e as vasilhas se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em vasilhas de couro novas. E ninguém, depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: ‘O vinho velho é melhor! ’ ” (Lucas 5:37-39)

A parábola do vinho novo, reforça a parábola da roupa nova. Observe:

Os odres eram geralmente feitos de couro de cabra ou de ovelha. Depois de ser removido do animal, era curtido; e depois de retirar-lhe os pelos, ele era virado, deixando o interior para o lado de fora. A abertura do pescoço se convertia na boca da “garrafa”. As demais aberturas, das patas e da calda, eram fechadas, amarrando-as com cordas. (Hendriksen, W. (2014). Lucas. (V. G. Martins, Trad.) (2a edição, Vol. 1, p. 380–382). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.) 

A intenção do Senhor Jesus é salientar que os odres velhos não estão de acordo com o processo de fermentação do vinho novo. Esse processo arrebentaria os odres velhos e causaria a perda de ambos. Tanto o vinho quanto o odre seriam desperdiçados.

O vinho novo representa a alegria da salvação ministrada pelo Senhor Jesus, que agora está a disposição do mais vil pecador. Mesmo publicanos e pecadores que se achegarem a Cristo poderão ser aceitos no Reino de DeusO sistema religioso legalista que é carente de alegria não possui espaço na ministração de vida conduzida pelo Senhor Jesus.

O versículo 39 é um comentário sobre o ultraconservantismo, o tradicionalismo arraigado e inflexível dos fariseus e seus seguidores. Estavam constantemente dizendo: “O antigo é bom”. Então rejeitavam o ensino vivificante, “novo”, fresco, de Jesus. (Hendriksen, W. (2014). Lucas. (V. G. Martins, Trad.) (2a edição, Vol. 1, p. 380–382). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.)

A ideia aqui, não é que o Senhor Jesus estivesse ministrando um ensino completamente novo e desprezando totalmente o antigo, não.

A crítica do Mestre está direcionada aos mestres da lei que diziam “o antigo é bom” e rejeitavam completamente a perspectiva da graça para preservar suas tradições humanas. Eles preferiram o ensino dos homens do que a revelação do Filho de Deus.

Conclusão

Não devemos nos apegar a tradições humanas que nos afastam de Deus. As boas tradições devem ser mantidas com o propósito de que o nosso relacionamento com o Senhor seja aprofundado. A parábola da roupa nova e do vinho novo, nos mostra que o Senhor Jesus tem zelo pela pura Palavra de Deus e não por mera religiosidade.

O otimismo cristão e o pessimismo não se casam. A alegria da salvação e o costume de aferrar-se a cada detalhe de uma cerimônia ou liturgia antiga, só pelo fato de que tal detalhe estava em voga nos dias de sua bisavó, não podem coexistir pacificamente em uma e a mesma pessoa. (Hendriksen, W. (2014). Lucas. (V. G. Martins, Trad.) (2a edição, Vol. 1, p. 380–382). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.)

Sendo assim, devemos permitir que a graça de Deus inunde as nossas vidas e a influencie completamente em todas as áreas.

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