Parábolas de Jesus

Parábola de Lázaro e o Rico Explicação: Outro Lado da Morte!

Na parábola de Lázaro e o rico o Senhor Jesus Cristo combate o pensamento triunfalista dos fariseus.Eles acreditavam que se alguém era justo diante de Deus, nada de mal lhe aconteceria nessa vida e após a morte teriam uma vida eterna tranquila, com Deus.

O Senhor Jesus Cristo contraria esse ensinamento na parábola de Lázaro e o rico mostrando que a salvação não é feita com base em mérito, mas por meio do relacionamento com Deus.

Essa é uma das parábolas de Jesus que exige uma compreensão maior das Escrituras, pois você precisar fazer uma análise dela com uma visão macro da Bíblia.

Parábola de Lázaro e o Rico: O Paradoxo

Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo todos os dias. Diante do seu portão fora deixado um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas; este ansiava comer o que caía da mesa do rico. Em vez disso, os cães vinham lamber as suas feridas. (Lucas 16.19-21)

Era parte da tradição religiosa dos judeus, acreditar que se alguém era justo, correto diante de Deus, tudo iria bem com ele ou ela. Seria uma pessoa próspera. Abundância de bens haveria em sua casa e nenhum mal lhe atingiria.

Acredita-se que parte da permissão de Deus, com relação a tribulação vivida por Jó, no Antigo Oriente foi exatamente para quebrar esse conceito. Mas não foi o suficiente.

A tradição religiosa de Israel e Judá continuou alimentando esse pensamento. Com isso eles desprezavam os pobres, as viúvas e os órfãos por acreditarem que o juízo de Deus havia recaído sobre eles.

A parábola de Lázaro e o Rico é uma crítica do Senhor Jesus Cristo a esse pensamento. Por isso Ele utiliza o exemplo de um rico e um pobre sem se ater aos mínimos detalhes, porque o seu público entendia claramente o que ele estava falando.

A parábola de Lázaro e o rico não é apologia contra o rico no céu. Na verdade, nos dias em que Jesus contou essa parábola a apologia era contrária. Os líderes religiosos tinham dificuldades em acreditar que o pobre fosse ao céu porque enxergava sua pobreza como sinônimo de punição divina, contra delitos e pecados.

O exemplo de Jesus Cristo é muito contundente. Ele tem autoridade para falar sobre o mundo espiritual e a vida após a morte com propriedade porque: “Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem”. (João 3:13).

O exemplo de Jesus na parábola de Lázaro e o rico é motivo de discussão entre os estudiosos. A questão é: embora seja um exemplo, é literal? Ou seja, após a morte acontece exatamente como Jesus descreveu ou não?

Neste estudo vamos considerar que sim, os detalhes, motivos, “porquês” eu vou deixar para o estudo bíblico sobre a morte do cristão. Mas, para não lhe deixar sem justificativa, eu digo que creio ser literal pela característica das parábolas de Jesus.

Todas elas são exemplos baseados na realidade. Portanto, é razoável supor que essa não foi uma exceção.

Na parábola de Lázaro e o rico, Jesus traça o perfil do rico como alguém que tinha tudo que desejava, vivia ostentando luxo e bem-estar. Do outro lado, ele colocou Lázaro. Tão pobre que desejava comer os restos da comida que caía da mesa dos ricos. Além disso, Lázaro tinha o corpo coberto por feridas, ou seja, sua saúde estava totalmente abalada. Lázaro era o protótipo do pecado na antiga aliança. Pobre e doente.

É possível que você a manifestação desse pensamento na cura do cego de nascença (Para saber mais veja: Os Milagres de Jesus). Ao vê-lo os discípulos perguntam a Jesus quem havia pecado, se ele ou os pais dele, para ter nascido cego. Esse era um pensamento dominante na mente deles. A intenção de Jesus Cristo é quebrar esse conceito.

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Parábola de Lázaro e o Rico: Chegou a hora!

“Chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. No Hades, onde estava sendo atormentado, ele olhou para cima e viu Abraão de longe, com Lázaro ao seu lado. (Lucas 16.22,23)

Nesse ponto a parábola de Lázaro e o rico se torna mais intensa. Morreu Lázaro e o rico. O rico foi sepultado, provavelmente um enterro glamoroso, cheio de muitas coisas finas conforme a tradição.

No caso de Lázaro, Jesus não menciona seu sepultamento, provavelmente como mendigo que era, nem a isso ele teve direito. O que para a época e até mesmo para os nossos dias é algo extremamente humilhante.

O mais importante vem agora. O rico, embora com um sepultamento glamoroso e com muitas pessoas, após a morte acordou no Hades.

A palavra hades aqui empregada significa: o mundo perdido dos mortos. O rico se vê rodeado de sofrimento, e é profundamente atormentado pela punição do hades.

Já no caso da morte de Lázaro, os anjos o levaram para junto de Abraão. Lázaro é conduzido a um estado eterno, muito melhor que o do rico. Jesus Cristo contraria o pensamento da época com o exemplo de Lázaro e o rico.

A pobreza de Lázaro não o tornava um homem injusto diante de Deus. Assim como os bens do rico, não o tornavam um homem justo.

Nos nossos dias o pensamento na cultura brasileira é oposto. Acreditamos que os ricos vão para o inferno. Que não há um rico justo sequer. Somente aquele que for capaz de dar tudo o que têm e ficar pobre é que vai para o céu.

A verdade é que somos preconceituosos. Desvirtuamos os ensinos de Jesus.

Parábola de Lázaro e o Rico: Caindo na Real

Então, chamou-o: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo’. “Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembre-se de que durante a sua vida você recebeu coisas boas, enquanto que Lázaro recebeu coisas más. Agora, porém, ele está sendo consolado aqui e você está em sofrimento. (Lucas 16.24,25)

Nesse momento, o Senhor Jesus Cristo deixa claro na parábola de Lázaro e o rico que após a morte existe uma separação, entre os que têm relacionamento com Deus e os que não têm.

Essa separação, embora não seja detalhada na parábola de Lázaro e o rico, de forma especifica, é feita com base no relacionamento de cada um de nós com Cristo.

“Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá…” (João 11:25)

Abraão diz ao rico que durante sua vida ele recebeu muitas coisas boas, enquanto que Lázaro recebeu coisas más. Por um momento a parábola de Lázaro e o rico parece dar a entender que a salvação é por mérito, mas não é! (Para saber mais veja o estudo bíblico sobre Jesus na Cruz).

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus…” (Efésios 2:8)

Embora não detalhado na parábola, é possível imaginar que a boa vida do rico fosse mantida longe de Deus, enquanto que Lázaro, embora pobre a ponto de desejar migalhas cultivasse um relacionamento sincero com ele (Para saber mais veja o estudo bíblico sobre as Bem-aventuranças)

Lázaro embora tenha recebido sofrimento, injustiça e humilhação durante sua vida na Terra, o que provavelmente o fez chorar muito, agora está sendo consolado. Agora recebe descanso.

O mesmo está prometido a cada um de nós. O Senhor Jesus nos fez a seguinte promessa:

“Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Não cairá sobre eles sol, e nenhum calor abrasador, pois o Cordeiro que está no centro do trono será o seu Pastor; ele os guiará às fontes de água viva. E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima”. (Apocalipse 7:16,17)

Parábola de Lázaro e o Rico: Agora é Tarde!

E além disso, entre vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem’. “Ele respondeu: ‘Então eu lhe suplico, pai: manda Lázaro ir à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos. Deixa que ele os avise, a fim de que eles não venham também para este lugar de tormento’. (Lucas 16.26-28)

O que fica muito claro na parábola de Lázaro e o rico é que, quem vai para o hades está em sofrimento. O rico, com a consciência preservada (ao contrário do que muitos pensam acontecer após a morte) reconhece a Abraão e a Lázaro. Com isso ele clama por alivio para o seu sofrimento, mas agora lhe é negado.

Não há mais acesso, ligação, entre quem está em paz e em tormento. O rico suplica que Abraão envie Lázaro de volta para pregar para seus irmãos. A esperança do rico é que eles sejam poupados de tal sofrimento.

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Parábola de Lázaro e o Rico: Não Há Milagre Maior

“Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam’. ” ‘Não, pai Abraão’, disse ele, ‘mas se alguém dentre os mortos fosse até eles, eles se arrependeriam’. “Abraão respondeu: ‘Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos’ “. (Lucas 16:29-31)

A resposta de Abraão, ao pedido do rico é: “não!”. Seus irmãos devem crer nas Sagradas Escrituras. O rico contesta, se alguém dentre os mortos fosse até eles, eles se arrependeriam. Abraão contesta de uma forma enérgica e óbvia, para ele mesmo: “Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer…”.

Para Abraão o testemunho das Escrituras é maior e mais poderoso do que qualquer milagre que possa ser feito. A não ser a morte de Jesus na Cruz e sua ressurreição ao terceiro dia.

O testemunho que as Escrituras dão sobre Deus e sobre o relacionamento com ele é mais que suficiente para crermos nele. É maior e mais poderoso do que qualquer outro testemunho.

Conclusão

O Senhor Jesus Cristo procura nos ensinar sobre a separação que há para o sofrimento e para o descanso, após a morte.

Essa separação embora não seja detalhada, é feita com base no relacionamento de cada um de nós com Jesus Cristo, por sua graça e não por mérito.

Vimos que não importa o quanto tenhamos sofrido aqui na Terra, o Senhor tem consolo preparado para cada um de nós.

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Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

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