Parábolas de Jesus

Parábola do Juiz Iníquo: 5 Motivos Para Orar Sempre

Na parábola do juiz iníquo o Senhor Jesus Cristo ministra um precioso ensinamento sobre o dever de orar. A construção da parábola se dá em torno de dois personagens que exemplificam muito bem as nossas dificuldades diárias e como devemos lidar com elas.

Jesus Cristo deseja que tenhamos intimidade com Deus por meio de um relacionamento sincero e consistente, isso através da oração. Nenhum relacionamento profundo e duradouro é construído sem que haja comunicação.

Parábola do Juiz Iníquo: Ore Sempre. Não Desanime Nunca!

Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. (Lucas 18.1)

Na parábola do juiz iníquo, o Senhor Jesus Cristo nos ensina sobre uma das coisas mais importantes de uma vida de oração, a persistência. Ele nos mostra que não podemos desanimar na oração mesmo que ou ainda que, as circunstâncias ao nosso redor “gritem o contrário”.

Além disso, o texto destaca o dever de “orar sempre e nunca desanimar”. Não importa o que aconteça, não interrompa a comunicação com Deus (1 Tessalonicenses 5.17).

Observe o exemplo do profeta Jeremias. Ele preferia dizer tudo a Deus sobre as suas dores, ainda que houvesse excessos de sua parte, do que manter uma religiosidade hipócrita em silêncio (Lamentações 3) .

Deus está disposto a ouvir e entender tudo o que você está sentindo, desde que haja sinceridade e esse desabafo seja fruto de sua relação com Deus.

O que vejo muitas vezes são pessoas que não têm o menor relacionamento com Deus, blasfemando e questionando seu amor e soberania. Geralmente quando a tragédia bate em suas portas.

Não é assim a pessoa que têm intimidade com Deus. Suas palavras, embora mais agressivas contra o Senhor são fruto de um desejo sincero de servi-lo melhor.

Observe o exemplo de Jó:

Então Jó respondeu ao Senhor: “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Tu perguntaste: ‘Quem é esse que obscurece o meu conselho sem conhecimento? ’ Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber. “Tu disseste: ‘Agora escute, e eu falarei; vou fazer-lhe perguntas, e você me responderá’. Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza”. (Jó 42:1-6)

Faça Parte da Nossa Comunidade!

Gostou do nosso conteúdo? Cadastre seu e-mail e seja informado sobre novas publicações.

Parábola do Juiz Iníquo: Ele Não Se Importa

Ele disse: “Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. (Lucas 18.2)

Na parábola do juiz iníquo, o Senhor Jesus Cristo traça dois perfis. O primeiro é um juiz iníquo, que não temia a Deus nem aos homens.

Ou seja, era uma pessoa totalmente destituída de consciência espiritual e humana. O juiz iníquo era um caso de incredulidade mais grave que o ateu.

Há muitas pessoas que embora não tenham religiosidade ativa, possuem um caráter amoroso, companheiro, ajudador, etc. Muitos ateus são boas pessoas no que se refere ao seu relacionamento com a sociedade e o próximo.

Não é o caso do juiz iníquo. Ele além de não temer a Deus ou respeitar sua existência, não dava a mínima para os conceitos de bons relacionamentos humanos. Ou seja, ele era um péssimo relações públicas.

Ele é um ótimo exemplo do que o apóstolo Paulo diz sobre as pessoas dos últimos dias. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes. (2 Timóteo 3:2-5)

Parábola do Juiz Iníquo: Preciso de Ajuda

E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. (Lucas 18.3)

O segundo perfil traçado por Jesus Cristo na parábola do juiz iníquo, é a viúva pobre. Ela representa os menos favorecidos.

As mulheres do antigo oriente, em geral, eram menos preparadas para os diversos serviços da sociedade. Os cargos importantes e os não, eram todos ocupados por homens.

As mulheres eram vistas como parte improdutiva da sociedade. Não eram inclusas em sensos e não tinham direito de voto. Também não recebiam a mesma educação dada aos homens ao longo de suas vidas.

Ou seja, a sociedade judaica não explorava as muitas virtudes das mulheres, apenas seus serviços domésticos.

Jesus Cristo utiliza o exemplo da viúva para falar sobre a oração, porque Ele quer nos mostrar que não importa o quão frágil, vulnerável ou necessitado estejamos, se estivermos dispostos a perseverar em oração alcançaremos vitória.

Parábola do Juiz Iníquo: Não Aguento Mais

“Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’ “. (Lucas 18.4,5)

Neste ponto da parábola do juiz iníquo, Jesus Cristo mostra que a oração, ou seja, o pedido leva um tempo para ser respondido. É para esse tempo que precisamos nos preparar.

Isso é algo que vemos na oração de Jesus no Getsêmani. Ele ora intensamente por três vezes. Foi um período tão intenso que ele suou sangue. Ele poderia ter tido um ataque cardíaco ou mesmo um aneurisma, dado o nível de tensão em que ele se encontrava.

Jesus desprezou tudo isso e orou. Na verdade, mais do que isso. Ele permaneceu orando mesmo quando as coisas ao seu redor fossem piorando. Depois um anjo apareceu para consolá-lo.

Por fim, o Senhor Jesus Cristo aceitou que a resposta a sua oração fosse: “Não!”. O que fica para nós de lição é que, embora sua petição original não fosse atendida, seu homem interior foi preparado durante o período de oração.

Jesus Cristo pôde aceitar e suportar a crucificação, porque ele foi preparado no Getsêmani. Após a dor, humilhação e a morte veio a ressurreição. E depois disso, Jesus Cristo recebeu o nome que está sobre todo nome (Filipenses 2.9).

O que quero dizer é que entre o pedido inicial da viúva e o seu cumprimento, houve um tempo. Durante esse tempo permaneça em oração.

Faça Parte da Nossa Comunidade!

Gostou do nosso conteúdo? Cadastre seu e-mail e seja informado sobre novas publicações.

Parábola do Juiz Iníquo: Deus Fará Justiça

E o Senhor continuou: “Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra? ”  (Lucas 18.6 – 8)

Jesus Cristo encerra a parábola do juiz iníquo com um conselho: “Ouçam o que diz o juiz injusto”. A grande lição é: Se alguém como o juiz iníquo é capaz de atender a um pedido, por se sentir incomodado, o que Deus fará diante da perseverança de seus filhos, em esperar por ele?

Jesus deixa claro que, Deus não nos deixará esperando para sempre. Ele atenderá nossa oração. É no momento da espera que precisamos confiar em Deus.

Por fim, Jesus Cristo levanta um novo questionamento. Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?

Deus é capaz de fazer. E você, é capaz de crer?

Conclusão

A parábola do juiz iníquo é um poderoso exemplo de que nós não podemos deixar de orar, não importa o que as adversidades digam.

A oração nos fortalece no dia mal e nos dá sensibilidade para ser gratos nos dias bons. O Senhor deseja ouvir a nossa voz um relacionamento sincero e profundo com Ele.

Não estamos abandonados a nossa própria sorte, podemos clamar e seremos ouvidos, pois, o Senhor é bom e a sua benignidade dura para sempre (Salmos 107.1).

E então, o que você acha? Gostaria de compartilhar sua visão sobre o assunto? Acrescentar algo? Deixe seu comentário.

Compartilhe esse estudo bíblico com seus amigos e parentes e não esqueça: INSCREVA-SE NO NOSSO CANAL.

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, estudante de Teologia e Administração. Seu amor por Jesus o inspirou a fundar esse site.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

2 Comentários

  1. THEOCARVALHO disse:

    eu, creio no poder da oração,Deus tem o poder de nos oferecer algo que não somos capazes de entender,mais tudo isso é porque nos ama,não podemos desistir de orar.E MAIS DEVEMOS SER UMA CARTA ABERTA COMO PAULO FOI EM CORINTOS VERDADEIROS ADORADORES DE CRISTO JESUS

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.