Parábola do Rico Insensato: Seja Rico “em Deus”

A Parábola do Rico Insensato nos mostra que o Senhor Jesus não tem problema com os ricos, mas sim com o amor as riquezas. O personagem principal desse texto é um homem rico, que ficou mais rico ainda depois de uma maravilhosa colheita.

O problema é que ele cometeu vários erros fundamentais. É sobre isso que quero estudar com você na parábola do rico insensato. Quais os cuidados que devemos tomar ao lidar com os bens terrenos.

Pois bem, sente em algum lugar e fique confortável. A viagem vai começar!

Não Há Problema!

Então lhes contou esta parábola: “A terra de certo homem rico produziu muito bem. (Lucas 12:16)

Muitas pessoas que não conhecem a Bíblia direito, afirmam de maneira enérgica que Deus não tem prazer em que sejamos ricos e que o próprio Jesus confirmou isso. O fato é que isso não é verdade.

Que havia de errado com esse agricultor? O fato de ser bem-sucedido? Por certo que não. Em nenhum lugar da Escritura se condena o êxito ou a riqueza como tal. Deus nunca repreendeu às seguintes pessoas por serem ricas: Abraão, Salomão, Jó, José de Arimateia (veja Gn 13.2; 1Rs 3.10–13; Jó 42.12; Mt 27.57). (Hendriksen, W. (2014). Lucas. (V. G. Martins, Trad.) (2a edição, Vol. 2, p. 168). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.)

O problema está na avareza e no amor ao dinheiro. Quando valorizamos os bens à ponto de ele assumir o lugar de Deus em nossa vida, aí sim, temos um problema. Isso fica muito claro na parábola do rico insensato.

Contudo, se mantivermos a fé e a generosidade, utilizando nossos recursos para além de cuidar da nossa família, colocá-lo a disposição do Reino de Deus de maneira que o Senhor seja glorificado, então somos bem-aventurados.

Estou Bem!

Ele pensou consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita’. “Então disse: ‘Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens.

E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. (Lucas 12:17-19)

Na parábola do rico insensato, Jesus nos apresenta um ser humano com vários problemas: Falta de conhecimento próprio, noção de finitude, egoísmo é incredulidade.

Em segundo lugar, não leva em conta as necessidades dos demais. É totalmente egoísta. No original grego, as palavras eu, meu e minha ocorrem um total de 12 vezes nesse parágrafo. Há oito eu e quatro meu e/ou minha. Deveria ter levado em conta que havia outras pessoas que eram carentes de parte desse grão. Não nutria alegria de dar generosamente. Só conseguia pensar em derrubar os velhos celeiros ou depósitos a fim de construir outros maiores nos quais pudesse armazenar seu grão para si etc.(Hendriksen, W. (2014). Lucas. (V. G. Martins, Trad.) (2a edição, Vol. 2, p. 168–169). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.)

Ao ver a abundante colheita ele a princípio não sabia o que fazer, e quando finalmente decidiu, sua escolha foi fazer mais celeiros para ter mais espaço para guardar. Sua satisfação pessoal era olhar e perceber que tinha muito mais do que precisava para viver e que isso lhe dava a segurança de uma vida tranquila.

Por fim, a conversa que ele tem consigo mesmo, mostra que ele não penava na morte e tinha certeza de que viveria muito.

A atitude do rico insensato, nos mostra um homem egoísta, pois em nenhuma momento em mostrou interesse em compartilhar ou ajudar os necessitados.

Nos mostra também um homem incrédulo. Em nenhum momento ele menciona Deus, ou demostra gratidão pela bênção recebida. Ou seja, uma atitude completamente diferente do Salmista ou de homens como Davi e Abraão que eram gratos ao Senhor e deixavam isso muito claro em suas vidas.

Rico Para Deus

“Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? ’

“Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus”. (Lucas 12:20,21)

A loucura do homem fica evidente neste trecho da parábola do rico insensato. Ele pensou apenas em cuidar dos seus bens e não pensou em desenvolver um bom relacionamento com Deus. Este foi o seu grande erro!

Ordenada por Deus, a morte o cercou como um grande exército, derrubou sua muralhas e tomou sua vida.

Observamos o seguinte:

Também estava equivocado ao esquecer que nem sequer sabia quando ela terminaria. Deveria ter lembrado das palavras do Salmo 39.4–6 (em parte): “Senhor … que eu reconheça a minha fragilidade. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade. … amontoa tesouros e não sabe quem os levará”. Veja também Salmo 90.10 e 103.15,16. (Hendriksen, W. (2014). Lucas. (V. G. Martins, Trad.) (2a edição, Vol. 2, p. 170). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.)

Nossa vida é muito frágil. Antes de tudo, precisamos estar entregues ao Senhor, completamente em nossa alma e permitir que Ele controle toda a nossa vida. Dessa forma, nossa decisões e desejos passarão por seus conselhos eternos e teremos uma vida plena e feliz.

Conclusão da Parábola do Rico Insensato

O rico da parábola ao ver toda a abundância da sua colheita, pensou apenas em seu bem-estar e não considerou ser grato a Deus e generoso com o próximo. Além disso, ele acreditou que tinha o controle do tempo de sua vida, em suas mãos e tinha certeza que o ser previdente com seus bens lhe garantiria uma vida tranquila.

Contudo, a morte que para ele era inesperada chegou, e o seu fim também.

A conclusão de Jesus é que, devemos nos tornar ricos para com Deus, sobretudo. A riqueza terrena não está completamente em nosso poder, mas o desenvolvimento de uma poderosa intimidade com o Senhor, sim.

Podemos ser ricos e fartos da graça, amor e perdão do nosso Deus. Com isso, a morte não pode mais nos assustar.

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