Parábola dos Dois Devedores: Mais Perdão, Mais Amor!

A parábola do dois devedores é um dos exemplos mais contundentes da manifestação do amor e da graça de Deus.Simão, fariseu convida Jesus para uma refeição em sua casa e o recebe, respeitando-o como um profeta.

Entretanto, a presença inesperada de uma mulher “pecadora” no encontro e suas atitudes pouco convencionais,escandalizaram Simão, a ponto dele questionar a virtude de Jesus e sua autoridade.

Desse contexto nasce a parábola dos dois devedores. Ela é um exemplo curto e profundo de como a presença de Deus na vida de cada um de nós tem um impacto diferente.

Então, prepare-se. Fique confortável. Se desconecte das redes sociais e se conecte na voz de Deus, pois certamente ele vai ministrar ao seu coração.

“PARTIU!”

Parábola dos Dois Devedores e Simão

Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’ “. (Lucas 7:39)

Simão, um fariseu inconfundível,se sente extremamente insultado pelo que a mulher está fazendo. Além do mais,sente-se ofendido em seus brios pelo ato de Jesus suportar daquele modo o ato por parte dela.

Simão se põe a indagar a si se Jesus de fato é um profeta. Se tivesse sido, já não era mais. Ele está convicto de que, se Jesus fosse profeta, de imediato teria entendimento quanto a índole dessa intrusa de baixo nível, essa “pecadora”.Veja a explicação de 6.32–34; 7.34. Teria despedido essa mulher de honra infame.

Simão, com sua autojustiça, não entendia – ou não queria pensar – que Jesus se associasse com os pecadores para que os mesmos se convertessem e fossem salvos. Cf. 5.31, 32; 15.1, 2; 18.14.

Os Dois Devedores e o Amor

Respondeu-lhe Jesus: “Simão, tenho algo a lhe dizer”.”Dize, Mestre”, disse ele.

“Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinquenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais? ” (Lucas 7:40-42)

No momento em que Jesus diz a Simão: “Tenho uma coisa a dizer-lhe”, o hospedador se sente estimulado em saber que se trata. Por isso responde: “ Vai em frente, Mestre ”. O Senhor inicia a parábola dos dois devedores. Ela praticamente não necessita de explicação. Em termos breves, o intuito é esse:

Certa vez dois homens contraíram despesa com um agiota. A despesa de um era similar ao que um operário comum ganha em quinhentos dias ( sem somar os dias de folga ); e outro, o semelhante ao que um operário obtém pelo trabalho de cinquenta dias. Contudo, nem um, nem outro pôde pagar.

Por isso, o que fez o cobrador?

Em vez de atirar os dois devedores na prisão, de maneira graciosa perdoou a despesa dos dois. …Possivelmente, olhando fixamente para Simão, Jesus lhe questiona: “ Ora, qual desses dois devedores revelará mais amor para com o cobrador?”

Com inclinação de isenção,verdadeira ou fingida, Simão, encabulado e perguntando a si mesmo o que Jesus está tentando comprovar, responde: “ Penso [ ou suponho, presumo] que foi o mesmo que tinha uma despesa maior, a qual lhe foi cancelada”.

Os Dois Devedores e a Resposta de Simão

Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívidamaior”. “Você julgou bem”, disse Jesus. Em seguida, virou-separa a mulher e disse a Simão: “Vê esta mulher (Lucas 7:43,44)

Em sua grande longanimidade,Jesus limita sua avaliação ( sobre a conclusão de Simão) à afirmativa que o fariseu julgou ser correta. Por isso, de maneira enfática, o Filho de Deus dirige a atenção de Simão para a mulher.

Simão a estaria vendo? Teria percebido a magnitude das atitudes dela?

“Entrei em sua casa ”, continua Jesus, “por pedido seu ”. Logo após o Mestre revela perante a todos o medíocre tratamento que recebera de seu anfitrião.

Esse havia omitido todas as costumeiras provas de hospitalidade, todas as formalidades que, como todas as pessoas sabiam, deviam ser outorgadas a um convidado de respeito.

Simão não havia dado água para lavar os pés de Jesus (Gn 18.4; Jz 19.21), não lhe dera as boas-vindas com um beijo (Gn 29.13; 45.15; Êx 18.7) e não ungira a cabeça de seu convidado, nem sequer mesmo com óleo de oliva popular (Sl 23.5; 141.5). O acolhimento fora fria, condescendente, descortês.

A Parábola dos Dois Devedores e a Mulher

O Mestre revela que nos três aspectos, ele recebeu uma recepção bem diferenciada por parte da mulher arrependida.Em vez de água para os pés do Messias, essa mulher ofereceu choro, indicativas de contrição.

Em vez de um beijo na face, ela deu vários beijos ardentes nos pés, figuras de gratidão. Em vez de óleo de oliva popular para a cabeça, ela derramou um precioso e fragrante aroma em seus pés!

Jesus acrescenta: “ Então lhe digo, seus pecados, apesar de que vários, lhe são perdoados” etc. Para comunicar todo o destaque do original, a tradução teria de ser ampliada mais ou menos dessa maneira: “ Então eu lhe digo: Perdoados são os seus pecados, por mais numerosos que tenham sido.

Foram perdoados, como se faz público à luz do feito de que ela, consciente de ter sido perdoada, demonstrou que me adora tão intensamente. É ao ser humano a quem pouco se perdoou a que pouco ama ”. O que o Filho de Deus ensina é que o transbordamento de amor é resultado do ato de estar a pessoa consciente de ter sido absolvido.

Noutros termos, o que acontece é isso: ele inverte os papéis. Simão se considerava justo, absolvido (se é que qualquer vez sentiu a urgência de misericórdia ) e olhava para a mulher como pecadora sem absolvição.

Jesus evidência que, por sua falta de amor, é Simão quem prova não ter sido desculpado – inferência misericordiosamente atenuada para vir a ser “ pouco se perdoou” – enquanto a mulher se regozija na libertação do crime que recebera como uma oferta da bondade de Deus.

Conclusão

A parábola dos dois devedores nasce, do encontro entre Jesus, Simão (fariseu) e uma mulher pecadora. Na ocasião, Jesus estava na casa de Simão a convite dele e ficou surpreso com ofato de Jesus se permitir, ser tocado por uma mulher impura.

Contudo, o desfecho dessa história é impressionante, pois o “puro” Simão é ainda mais surpreendido pela sabedoria e a graça de Jesus. Com a parábola dos dois devedores o Mestre lhe mostra o poder do perdão sobre a vida do pecador arrependido e lhe mostra ainda que ele sim, precisa de arrependimento porque a atitude da pecadora fez com que ela alcançasse a graça de Deus.

Não podemos permitir que a religiosidade nos cegue. Há milhões de cristãos no Brasil que se julgam melhore superior a outros, por causa de denominação, maneira de se vestir, horário e local de oração, enfim.

Todas essas coisas são proveitosas quando fruto de sinceridade e amor a Deus, não por competição de santidade. Este era o caso de Simão. Ele se achava superior.

Que o Espirito Santo nos ajude, e nos dê um coração cada vez mais submisso e humilde.

Referências

  1. Hendriksen, W. (2014). Lucas. ( Cousa. G. Martins, Trad.) (2a união, Vol. 1, p. 497–499). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

2 COMENTÁRIOS

  1. Interessante essa parábola me deixou o seguinte ensinamento, que não existe pecadinho ou pecadão o que conta é o coração de fato arrependido, talvez aquela mulher poderia ter o coração mas quebrantado do que Simão.

    Mas Jesus em sua infinita misericórdia vem mostrar que só ele conhece o coração o oculto dos ocultos.

    jesus é amor ele perdoou ambos e os fez entender que ele nunca fez ou fará ascepção de pessoas.

    Deus abençõe

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