A Parábola dos Talentos - Jesus e a Bíblia

A parábola dos talentos é um dos grandes e preciosos ensinos do Senhor Jesus. Nela somos chamados por Deus a servir ao Rei de maneira diligente e promissora.

Não podemos achar que a mediocridade de uma fé improdutiva será tolerada pelo Senhor. Nesta parábola, o Filho de Deus nos ensina de maneira bastante clara, qual o tipo de serviço que agrada a Deus.

Portanto leia até o final e aproveite!

A Parábola dos Talentos e a Volta de Jesus

A expectativa dos judeus com relação ao Messias, era que ao se revelar ele imediatamente livrasse Israel de todas as suas dores e restaurasse a glória que se via nos dias de Davi e Salomão.

Quando o Senhor Jesus apareceu e iniciou seu ministério com muito poder, milagres, maravilhas e com um ensino poderoso muitas testemunhas rapidamente perceberam que ele provavelmente seria o Messias.

Ou seja, para muitas testemunhas de Jesus, o difícil não era crer nele, mas se livrar do que eles achavam que sabiam sobre Ele (João 7.30).

Percebendo essa dificuldade o Mestre procurou esclarecê-los com a esta parábola (Lucas 19:11-13). A proposta dela é mostrar exatamente a presença do Messias na Terra, seu relacionamento conosco na expansão do Reino, o seu retorno final e a avaliação dos súditos do Reino.

Um Homem de Nobre Nascimento

Nesta parábola, Jesus apresenta um personagem que Ele descreve como sendo de nobre nascimento. Essa é uma referência clara a si mesmo. 

De acordo com Jesus, o nobre está prestes a partir e reúne seus servos e distribui parte de seus bens entre eles, com uma ordem muita clara: ‘Façam esse dinheiro render até à minha volta’.

Isso significa que na sua primeira vinda, o propósito do Senhor Jesus era repartir seus bens espirituais conosco, isto é: o Espírito Santo, dons espirituais, talentos naturais, sabedoria, conhecimento de Deus, etc.

Seu objetivo é que cada um de nós administre bem esses presentes e faça prosperar na edificação da Igreja e na conversão de almas para o Reino de Deus.

Um Rei Rejeitado

Neste ponto da parábola dos talentos, o Senhor Jesus faz uma alusão clara a incredulidade dos judeus e sua rejeição a Ele como Messias (Lucas 19:14).

De acordo com a concordância de Strong, o termo grego utilizado para “odiavam” é miseo e significa: odiar, detestar, perseguir com ódio, ser odiado, detestado.

Ou seja, através deste exemplo, o Senhor Jesus já deixa claro que sabe da rejeição dos judeus ao seu ministério, contudo isso não seria impedimento para que o Seu Reino crescesse e prosperasse.

O Retorno do Rei

Mesmo com a rejeição do povo de Israel e dos judeus, o Senhor mostra na parábola dos talentos que sua autoridade sobre todos os reinos, terrenos e espirituais foi confirmada.

Sabemos que essa confirmação foi feita na cruz do Calvário. Por meio de sua morte e ressurreição, o Filho de Deus foi feito Senhor sobre todas as coisas como e está escrito em Filipenses 2.

O Acerto de Contas

Como servos de Deus somos chamados a ser produtivos no Reino. Isso fica muito claro na parábola. Após a coroação, o rei volta e reúne seus servos para um acerto de contas (Lucas 19:15-19).

“O primeiro veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu outras dez’. Como recompensa a sua boa administração, este servo foi presenteado com o governo de dez cidades.

“O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco vezes mais’. Da mesma forma, este recebeu o governo de cinco cidades.

Isto pode ser uma alusão clara ao Dia do julgamento da Igreja, onde seremos recompensados de acordo com as nossas obras e produtividade.

Como isso será feito precisamente é uma verdadeira incógnita, mas pode-se entender que no Reino dos céus haverá distinção de recompensas entre os servos de Deus.

De qualquer forma, ainda aqui na Terra a percepção que temos é a de que quanto mais dedicado é o cristão, mais o Senhor lhe concede dons, talentos e crescimento em influência no Reino.

O Servo Improdutivo

O servo improdutivo decidiu por conta própria enterrar a mina que o Senhor lhe havia confiado. Ele fez um julgamento errado da personalidade do rei, considerando-o excessivamente severo e injusto, pois disse que ele colhia onde não havia semeado (Lucas 19:20,21).

Mas isso não é verdade.

Servimos a um Deus justo, santo e bom. Ele não pede de nós nada mais além daquilo que tem nos dado. As exigências do rei são de acordo com aquilo que podemos fazer, segundo nossas possibilidades.

Podemos concluir que a maneira errada de crer ou mesmo a incredulidade do servo improdutivo foram determinantes para o seu fracasso no serviço.

O Julgamento

Na parábola dos talentos o servo improdutivo é julgado por sua própria iniquidade. Suas palavras testificam contra ele, evidenciando sua forma equivocada de se relacionar com seu senhor (Lucas 19:22,23).

O rei apresenta ao servo outras alternativas para que a sua ordem fosse cumprida. Ou seja, ele não aceita as desculpas do servo improdutivo.

Essa é uma parte do cristianismo que deve nos deixar alertas. Não podemos achar que o simples fato de ir a Igreja, e dar o dízimo são o suficiente para entrarmos no Reino dos céus.

Precisamos dar fruto de acordo com aquilo que o Senhor Deus nos chamou para fazer na Sua Palavra. Devemos desenvolver os dons e talentos que Ele nos confiou para edificar a Igreja e atrair cada vez mais pessoas para Cristo.

A Justiça do Reino

A despeito do que muitas pessoas pregam e imaginam, a severidade de Deus se manifestará no dia do Julgamento. Aqueles que não desenvolveram seus talentos sofrerão perda na eternidade e aqueles que não se submeteram ao senhorio de Cristo sofrerão a condenação eterna (Lucas 19:24-27).

Os inimigos do Rei Jesus sofrerão grande derrota e serão envergonhados diante do seu poder, autoridade e soberania.

Conclusão

A parábola dos talentos nos deixa alerta com relação ao nosso serviço ao Senhor Jesus na administração dos nossos talentos.

Não podemos achar que a improdutividade será tolerada. Todos os cristãos, sem exceção tem um chamado especifico para servir no reino e edificar a Igreja, basta a cada um de nós descobrir que chamado é esse.

E você tem alguma dúvida? Quer acrescentar algo? Deixe seu comentário. Compartilhe sua opinião com o mundo.

Por fim, não esqueça de compartilhar este estudo com o maior número possível de pessoas e se inscreva em nosso canal do YouTube.

16 COMENTÁRIOS

  1. não vi em algum lugar qual era o banco em que devia ser depositado o talento, ao invés de enterrá-lo, os outros estudo sobre os talentos são praticamente iguais, porque a palavra por si só é bem clara, não é um mistério.

  2. Deus nos deu vários talentos a fala, os olhos, os pés, as mãos, vigor, pensamentos, sentimentos, entre outros, podemos usar para obra como, evangelizar, trabalhar no templo, pregar, exortar, amar, repartir, orientar, apoiar entre outros, todos somos úteis a obra do Senhor.

    • É bem verdade meu irmão, tudo o que dizes. Mas, eu ainda digo, o complemento de tudo é a pratica da simplicidade, humildade e o amor verdadeiro aos irmãos seja de que nível for, como a si mesmo. Se não metesse-mos as diferencias entre nós, ultrapassando o passado dos que nos antecederam? já que hoje o mundo é dos intelectos como dizem. mas nada sabemos nem aprendemos; acho eu, que o nosso mundo seria diferente, Só que, conforme está escrito tudo tem que se cumprir, nós homens aproveitamo-nos no que entendemos mas não entendemos o que fazer, meu irmão. Apenas creia e faz o possível de fazer aquilo que te faz bem ao seu próximo. Amém.

  3. Louvado seja Deus , eu mesmo mim pergunto qual minha chamada como tenho que servir ,quais os talentos que o senhor tem mim confiado ,!! Preciso mais mim aproximar de Deus .

    • Afinal de conta, qual é o talento que Deus quero pra nós? senão o verdadeiro amos ao próximo. Digo isto, porque muita coisa vivemos. Mas por vezes deixa-nos a desejar. Só mesmo o puder Deus o crer nele com todo coração, faz-nos sermos aquilo que somos e procuramos ser diante dos seus olhos. Porque só ele nos conhece. Nem mesmo nós não nos conhecemos. Mas também sinto pena de muitos que se dizem ter talentos para seguir a Deus, fazer a vontade dele mas não o que parecem, desculpe. Mas meus irmão, é bem verdade. Eu sigo o ditado, que faça o que digo e não o que faço, apesar dependentemente o que se faz, procurar contentar à outrem aquilo que me contenta esforçando-me, porque a minha alegria é alegria daqueles que ficam ao meu arredor e não só. Que se siga os verdadeiros talentos que nos é proporcionado (tranquilidade, harmonia, paz e amor a nós como ao mundo inteiro), Assim seja.

  4. Olá Como esses estudos tem me ajudado,fico igual criança esperando chegar um novo estudo que Deus abençoe vcs sempre é fiquei triste pois perdi o estudo que fala sobre a armadura mas estou muito feliz de ter conhecido este belíssimo trabalho obrigada bjus fiquem na paz

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here