Parábolas de Jesus Diego Nascimento

Parábola dos Talentos e a Exigência do Rei

A parábola dos talentos é um dos grandes e preciosos ensinos do Senhor Jesus. Nela somos chamados por Deus a servir ao Rei de maneira diligente e promissora.

Não podemos achar que a mediocridade de uma fé improdutiva será tolerada pelo Senhor. Na parábola dos talentos o Filho de Deus nos ensina de maneira bastante clara, qual o tipo de serviço que agrada a Deus.

Portanto leia até o final e aproveite!

A Parábola dos Talentos e a Volta de Jesus

Estando eles a ouvi-lo, Jesus passou a contar-lhes uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e o povo pensava que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato. Ele disse: “Um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar.

Então, chamou dez dos seus servos e lhes deu dez minas. Disse ele: ‘Façam esse dinheiro render até à minha volta’. (Lucas 19:11-13)

A expectativa dos judeus com relação ao Messias, era que ao se revelar ele imediatamente livrasse Israel de todas as suas dores e restaurasse a glória que se via nos dias de Davi e Salomão.

Quando o Senhor Jesus apareceu e iniciou seu ministério com muito poder, milagres, maravilhas e com um ensino poderoso muitas testemunhas rapidamente perceberam que ele provavelmente seria o Messias.

Por isso, se perguntavam: “Quando o Messias vier, fará ainda mais sinais do que os que este tem feito?” (João 7.30)

Ou seja, para muitas testemunhas de Jesus, o difícil não era crer nele, mas se livrar do que eles achavam que sabiam sobre Ele.

Percebendo essa dificuldade o Mestre procurou esclarecê-los com a Parábola dos Talentos. A proposta dela é mostrar exatamente a presença do Messias na Terra, seu relacionamento conosco na expansão do Reino, o seu retorno final e a avaliação dos súditos do Reino.

Um Homem de Nobre Nascimento

Na Parábola dos talentos, Jesus apresenta um personagem que Ele descreve como sendo de nobre nascimento. Essa é uma referência clara a si mesmo.

De acordo com Jesus, o nobre está prestes a partir e reúne seus servos e distribui parte de seus bens entre eles, com uma ordem muita clara: ‘Façam esse dinheiro render até à minha volta’.

Isso significa que na sua primeira vinda, o propósito do Senhor Jesus era repartir seus bens espirituais conosco, isto é: o Espírito Santo, dons espirituais, talentos naturais, sabedoria, conhecimento de Deus, etc.

Seu objetivo é que cada um de nós administre bem esses presentes e faça prosperar na edificação da Igreja e na conversão de almas para o Reino de Deus.

A Parábola dos Talentos: Um Rei Rejeitado

“Mas os seus súditos o odiavam e depois enviaram uma delegação para lhe dizer: ‘Não queremos que este homem seja nosso rei’. (Lucas 19:14)

Neste ponto da parábola dos talentos, o Senhor Jesus faz uma alusão clara a incredulidade dos judeus e sua rejeição a Ele como Messias.

De acordo com a concordância de Strong, o termo grego utilizado para “odiavam” é miseo e significa: odiar, detestar, perseguir com ódio, ser odiado, detestado.

Ou seja, através desta parábola, o Senhor Jesus já deixa claro que sabe da rejeição dos judeus ao seu ministério, contudo isso não seria impedimento para que o Seu Reino crescesse e prosperasse.

A Parábola dos Talentos e o Retorno do Rei

“Contudo, foi feito rei e voltou. Então mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinham lucrado. “O primeiro veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu outras dez’.

” ‘Muito bem, meu bom servo!’, respondeu o seu senhor. ‘Por ter sido confiável no pouco, governe sobre dez cidades’. “O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco vezes mais’. “O seu senhor respondeu: ‘Também você, encarregue-se de cinco cidades’. (Lucas 19:15-19)

Mesmo com a rejeição do povo de Israel e dos judeus, o Senhor mostra na parábola dos talentos que sua autoridade sobre todos os reinos, terrenos e espirituais foi confirmada.

Sabemos que essa confirmação foi feita na cruz do Calvário. Por meio de sua morte e ressurreição, o Filho de Deus foi feito Senhor sobre todas as coisas como está escrito em Filipenses 2.

O Acerto de Contas

Como servos de Deus somos chamados a ser produtivos no Reino. Isso fica muito claro na parábola. Após a coroação, o rei volta e reúne seus servos para um acerto de contas.

“O primeiro veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu outras dez’. Como recompensa a sua boa administração, este servo foi presenteado com o governo de dez cidades.

“O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco vezes mais’. Da mesma forma, este recebeu o governo de cinco cidades.

Isto pode ser uma alusão clara ao Dia do julgamento da Igreja, onde seremos recompensados de acordo com as nossas obras e produtividade.

Como isso será feito precisamente é uma verdadeira incógnita, mas pode-se entender que no Reino dos céus haverá distinção de recompensas entre os servos de Deus.

De qualquer forma, ainda aqui na Terra a percepção que temos é a de que quanto mais dedicado é o cristão, mais o Senhor lhe concede dons, talentos e crescimento em influência no Reino.

A Parábola dos Talentos e o Servo Improdutivo

“Então veio outro servo e disse: ‘Senhor, aqui está a tua mina; eu a conservei guardada num pedaço de pano. Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o que não semeaste’. (Lucas 19:20,21)

O servo improdutivo decidiu por conta própria enterrar a mina que o Senhor lhe havia confiado. Ele fez um julgamento errado da personalidade do rei, considerando-o excessivamente severo e injusto, pois disse que ele colhia onde não havia semeado.

Mas isso não é verdade.

Servimos a um Deus justo, santo e bom. Ele não pede de nós nada mais além daquilo que tem nos dado. As exigências do rei são de acordo com aquilo que podemos fazer, segundo nossas possibilidades.

Podemos concluir que a maneira errada de crer ou mesmo a incredulidade do servo improdutivo foram determinantes para o seu fracasso no serviço.

A Parábola dos Talentos e o Julgamento

“O seu senhor respondeu: ‘Eu o julgarei pelas suas próprias palavras, servo mau! Você sabia que sou homem severo, que tiro o que não pus e colho o que não semeei. Então, por que não confiou o meu dinheiro ao banco? Assim, quando eu voltasse o receberia com os juros’. (Lucas 19:22,23)

Na parábola dos talentos o servo improdutivo é julgado por sua própria iniquidade. Suas palavras testificam contra ele, evidenciando sua forma equivocada de se relacionar com seu senhor.

O rei apresenta ao servo outras alternativas para que a sua ordem fosse cumprida. Ou seja, ele não aceita as desculpas do servo improdutivo.

Essa é uma parte do cristianismo que deve nos deixar alertas. Não podemos achar que o simples fato de ir a Igreja, e dar o dízimo são o suficiente para entrarmos no Reino dos céus.

Precisamos dar fruto de acordo com aquilo que o Senhor Deus nos chamou para fazer na Sua Palavra. Devemos desenvolver os dons e talentos que Ele nos confiou para edificar a Igreja e atrair cada vez mais pessoas para Cristo.

A Parábola dos Talentos e a Justiça do Reino

“E disse aos que estavam ali: ‘Tomem dele a sua mina e deem-na ao que tem dez’. ” ‘Senhor’, disseram, ‘ele já tem dez! ’

“Ele respondeu: ‘Eu lhes digo que a quem tem, mais será dado, mas a quem não tem, até o que tiver lhe será tirado. E aqueles inimigos meus, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam-nos aqui e matem-nos na minha frente! ’ ” (Lucas 19:24-27)

A despeito do que muitas pessoas pregam e imaginam, a severidade de Deus se manifestará no dia do Julgamento. Aqueles que não desenvolveram seus talentos sofrerão perda na eternidade e aqueles que não se submeteram ao senhorio de Cristo sofrerão a condenação eterna.

Os inimigos do Rei Jesus sofrerão grande derrota e serão envergonhados diante do seu poder, autoridade e soberania.

Conclusão

A parábola dos talentos nos deixa alerta com relação ao nosso serviço ao Senhor Jesus na administração dos nossos talentos.

Não podemos achar que a improdutividade será tolerada. Todos os cristãos, sem exceção tem um chamado especifico para servir no reino e edificar a Igreja, basta a cada um de nós descobrir que chamado é esse.

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Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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8 Comentários

  1. Cida disse:

    Louvado seja Deus , eu mesmo mim pergunto qual minha chamada como tenho que servir ,quais os talentos que o senhor tem mim confiado ,!! Preciso mais mim aproximar de Deus .

  2. Alexandrina Rodrigues Neta disse:

    Muito esclarecedor esse estudo, edificante e nos leva a reflexão sobre o que e como estamos fazendo para o Reino de Deus.!!!

  3. Midian Mariano disse:

    Obrigada por nos ajudar.Aprendi muito!

  4. José Henrique disse:

    O que significaria desenvolver meus talentos?

  5. Natanael Rodrigues disse:

    A paz, irmão muito bom seus estudos Deus abençoe grandemente seu ministério.

  6. Jussara Aparecida da Costa disse:

    Olá Como esses estudos tem me ajudado,fico igual criança esperando chegar um novo estudo que Deus abençoe vcs sempre é fiquei triste pois perdi o estudo que fala sobre a armadura mas estou muito feliz de ter conhecido este belíssimo trabalho obrigada bjus fiquem na paz

  7. Jorgelino Jesus de Lima disse:

    Estudo edificante.

  8. Lucimeire disse:

    Deus é maravilhoso e confirma a sua palavra dia a dia.
    Precisava muito dessa palavra hj. Preciso contagiar a igreja que sirvo.

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