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Ester Estudo: Livro de Ester a Rainha

Depois que o império persa derrotou Nabucodonosor na Babilônia, por volta de 539 a.C, os exilados judeus foram conduzidos a capital da Pérsia, Susã. É lá que a história do livro de Ester se desenrola. 

Isso ocorreu durante o reinado de Assuero (nome hebraico), também conhecido como Xerxes I. Ele reinou entre 486 a 465 a.C. O livro de Ester, compreende os anos de 483 a 473 do seu reinado.

Para nos situarmos melhor na história é importante saber que os acontecimentos de Ester estão situados entre os capítulos 6 e 7 do livro de Esdras.

Na organização da nossa Bíblia Sagrada, este livro aparece antes de Neemias, no entanto, os eventos narrados no livro de Ester ocorreram 30 anos antes do retorno de Neemias a Jerusalém.

Enquanto Esdras e Neemias, registram a reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém, Ester narra fatos determinantes para a existência da posteridade judaica, ainda hoje.

Isso porque, durante o reinado de Xerxes I, os exilados judeus ficaram à beira da exterminação generalizada, por causa do maligno Hamã.

Umas das grandes curiosidades deste livro, que o torna único inclusive, é o fato dele não mencionar o nome “Deus”. Por muito tempo isso foi um questionamento significativo.

Contudo, após oração e discussão, ficou muito claro que a inspiração divina está presente no livro. Os grandes milagres narrados e a clara e evidente soberania divina, o tornam digno do cânon sagrado. A leitura deste livro vai com certeza, inspirar você a desejar mais de Deus. Viver tudo quanto ele preparou para sua história.

Capítulos de Ester:

Capítulo 1: O Banquete de Xerxes

Capítulo 2: Hadassa é Coroada Rainha

Capítulo 3: Plano Para Matar os Judeus

Capítulo 4: A Responsabilidade da Rainha

Capítulo 5: O Rei Concede Favor a Rainha

Capítulo 6: Hamã Honra Mardoqueu

Capítulo 7: O Pedido da Rainha

Capítulo 8: Felicidade, Alegria, Júbilo e Honra

Capítulo 9: A Vitória dos Judeus

Capítulo 10: A Influência de Mardoqueu

 

O Livro de Ester

De que modo a Providência guardou os judeus que haviam retomado do cativeiro, e que grandes e bondosos atos foram feitos em seu favor, nós lemos nos dois livros precedentes.

Mas houve muitos que ficaram para trás, não tendo zelo suficiente pela casa de Deus, e pela terra e cidade santas, para conduzi-los pelas dificuldades da retirada de lá.

Estes, pensar-se-ia, deveriam ter sido excluídos da proteção especial da Providência, como indignos do nome de israelitas; mas nosso Deus não lida conosco de acordo com nossa tolice e fraqueza.

Descobrimos, neste livro, que tanto aos judeus que se encontravam espalhados pelas províncias pagãs, quanto aos que se encontravam reunidos na terra de Judá, foi dispensado cuidado, tendo sido maravilhosamente preservados, quando condenados à extinção e sentenciados como ovelhas ao matadouro.

O Andamento da História

Mardoqueu era eminentemente capaz de relatar, por conhecimento próprio, suas várias passagens; pois tomou parte proeminente nela; e que escreveu um relato, até onde necessário para que seu povo observasse apropriadamente a festa de Purim, o texto nos informa (9.20, Mardoqueu escreveu estas coisas, e as enviou por meio de cartas a todos os judeus).

Portanto, temos razões para pensar que foi ele o escriba do livro inteiro. Trata-se da narração de um plano arquitetado contra os judeus, com o intuito de liquidá-los; plano que foi maravilhosamente frustrado por um concerto de providências.

Sua exposição mais concisa será a leitura da narrativa inteira de uma só vez, dado que os fatos posteriores iluminam os iniciais, e mostram a intenção que a Providência tinha neles.

Mas Por Quê?

Não se encontra o nome de Deus nesse livro; mas a adição apócrifa (que não está em hebraico, e que os judeus nunca incluíram no cânon), tendo seis capítulos, começa assim: Então Mardoqueu disse: Deus fez estas coisas.

Mas, ainda que o nome de Deus não se encontre nele, o mesmo não se pode dizer da sua mão, guiando minuciosamente os fatos que culminaram na libertação de seu povo.

Os detalhes não são apenas surpreendentes e muito cativantes, mas também edificantes e encorajadores para o povo de Deus, quando este se encontra em tempos de perigo e dificuldade.

Não podemos esperar que tais milagres, como os operados em favor de Israel, tendo em vista sua libertação do Egito, sejam operados em nosso favor nestes dias; mas podemos esperar que, do mesmo modo como Deus frustrou o plano de Hamã, Ele continuará a proteger o seu povo. (Henry, Matthew, Comentário de Josué a Ester)

Sobre o autor | Website

Diego Nascimento é membro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, e estudante de Teologia. Seu amor por Jesus e pela Bíblia o inspirou a fundar esse site.

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